09 de julho de 2026
Internacional

Annan vai amanhã ao Líbano discutir envio de força internacional

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Beirute - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, chega amanhã a Beirute para discutir com autoridades libanesas o envio da força internacional ao sul do país e a segurança na fronteira com a Síria.

Annan, que passará a noite em Beirute antes de prosseguir viagem, deverá se reunir com o premiê Fuad Siniora, o presidente xiita do Parlamento, Nabih Berri, o ministro da Defesa, Elias Murr, e o comandante das Forças Armadas, Michel Sleiman.

As conversas se centrarão na definição do posicionamento de uma força multinacional no sul do país. Anteontem, após reunião ministerial em Bruxelas, a União Européia ofereceu entre 5.600 e 6.900 novos soldados para a ampliação da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil).

A necessidade de forças de paz no sul do Líbano torna-se cada vez mais urgente 12 dias após o cessar-fogo entre o grupo terrorista libanês Hizbollah e Israel. O posicionamento das tropas internacionais na fronteira entre o Líbano e a Síria, além da definição das funções a serem exercidas na região, são os principais problemas enfrentados pela versão ampliada da Unifil. Israel e o Hizbollah travaram uma batalha que durou 34 dias e deixou 1.183 mortos no Líbano e cerca de 160 em Israel, segundo relatório da ONU. O estopim do conflito -que começou no dia 12 de julho e durou até o cessar-fogo iniciado no último dia 14- foi o seqüestro de dois soldados israelenses pelo Hizbollah, em ação que deixou oito soldados israelenses e dois membros do Hizbollah mortos.

Ataques aéreos israelenses deixaram cidades inteiras no Líbano sob escombros e forçaram quase um milhão a pessoas sair de suas casas. O Hizbollah, em ação sem precedente, também lançou cerca de 4.000 foguetes contra a região norte de Israel, fazendo com que aproximadamente 300 mil pessoas se deslocassem para abrigos antiaéreos ou outras cidades.

Depois de passar pelo Líbano, Annan deve ir também a Israel, Qatar, Turquia, Arábia Saudita, Egito, Jordânia e, provavelmente, Síria e Irã.

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Hizbollah não vai se desarmar, diz vice-líder

Beirute - O Hizbollah não cederá à pressão internacional para se desarmar, disse o número dois do grupo xiita, Naim Kassem. Em entrevista ao jornal libanês “An-Nahar”, Kassem afirmou que a “resistência” a Israel vai continuar. Kassem admitiu que a magnitude da reação israelense ao seqüestro de dois soldados surpreendeu o grupo, que esperava uma retaliação moderada.

Depois que a União Européia confirmou o envio de 7 mil homens à força de paz no Líbano, a ONU anunciou ontem que está perto de completar a missão, prevista para ter 15 mil soldados.