Desde 1986, quando foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Fumo, o Ministério da Saúde pede aos 30,6 milhões de fumantes brasileiros que passem um dia sem acender seus cigarros. Além da solicitação, a campanha de 2006 faz o alerta: cigarro faz mal até para quem não fuma. As crianças são um dos grupos mais atingidos. Perto de fumantes, elas correm um risco cinco vezes maior de sofrerem morte súbita sem razão específica.
O tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável no mundo, superada apenas pelo tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool. Os filhos de gestantes que fumam apresentam o dobro de chances de nascer com baixo peso e 70% de possibilidades de sofrer um aborto espontâneo; 30% podem morrer ao nascer.
Estudos também mostram que crianças com 7 anos de idade, nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação, apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças. A fumaça aspirada pelo não-fumante apresenta níveis oito vezes maiores de monóxido de carbono, o triplo de nicotina, e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas que a fumaça tragada.
A fumaça que sai da ponta do cigarro contém, em média, três vezes mais nicotina e monóxido de carbono, e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro. Pesquisas nacionais e internacionais indicam que os fumantes passivos têm um risco 23% maior de desenvolver doença cardiovascular e 30% mais chances de ter câncer de pulmão.