08 de julho de 2026
Geral

Família tem que se conscientizar

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

O comportamento do adulto é fundamental para que a criança se alimente bem. Ele deve ser exemplo para a criança e evitar tomar refrigerante constantemente, por exemplo. “Elas (crianças) devem relacionar esses alimentos a ocasiões especiais. Aí elas se acostuma e não exigem sempre”, explica a nutricionista Lígia Fioravente Carvalho.

Samyha Virgínia Fournier Brosco, 10 anos, passa o dia beliscando. Mas no cardápio, só frutas, verduras, legumes e alguns iogurtes. Com alergia a conservantes e corantes, a garota fica longe das guloseimas. A avó, Sônia, que passa o dia com Samyha, conta que assim que chega da escola, a neta almoça, descansa um pouco, e depois de estudar, começa a “assaltar” a geladeira. “Fruta, verdura e legumes, o que tem, vai”, confirma a mãe, Gláucia.

Segundo Sônia, a garota já se conscientizou que não pode comer tudo o que quiser. “Ela já conversou com o pediatra, que explicou tudo para ela”, conta. Já na casa de Ana Cláudia (nome fictício), a adaptação ao novo cardápio envolveu toda a família. Seu filho caçula, com 8 anos, possui colesterol alto. Para controlar o problema, todos tiveram que abrir mão do refrigerante e do brigadeiro.

Às vezes, Ana Cláudia voltava mais cedo para casa e encontrava o filho com um pacote de bolachas. Para evitar isso, parou de comprar guloseimas. Bolacha só uma vez por semana e chocolate, duas vezes por mês. Mas as primeiras semanas não foram fáceis. “A minha filha mais velha emagreceu. Foi muito difícil para ela”, conta.

Porém, o empenho deu certo. “Uma garrafa de refrigerante de 600 mililitros no almoço do domingo sobra para jantar”, conta Ana Cláudia. E na geladeira, muita gelatina e frutas. “Hoje, eu saí de casa e ele estava comendo uma mexerica. Uma coisa quase impossível há alguns meses”, conta.