08 de julho de 2026
Nacional

Indústria considera corte tímido

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Apesar da queda de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, ter sido maior do que a esperada pelo mercado, a indústria considerou que a redução foi “tímida” e que há espaço para o BC fazer cortes mais expressivos.

Nota divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), afirma que a trajetória de queda da taxa mostra a falta de comprometimento com um crescimento no curto prazo. “A trajetória de queda da taxa de juros básica, Selic, mais uma vez mantém o seu ritmo tímido e não compromissado com crescimento já”.

Para o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), a redução não representa “nenhuma novidade no cenário”. “A única observação a fazer é que, além de não crescermos acima de 3,5% neste ano, com a lentidão e a excessiva cautela do Copom, começamos a comprometer a expansão da economia em 2007. Portanto, a síntese dessa história poderia ser: ‘Estabilidade com baixo crescimento’”, diz nota do diretor do departamento de economia da entidade, Boris Tabacof.

Segundo nota divulgada hoje pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), os juros reais seguem em patamar muito elevado. “(O corte de 0,5 ponto percentual) atenua, mas não reverte o efeito contracionista da política monetária”, diz nota da entidade.

Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Copom permanece “insensível aos apelos dos trabalhadores e mantém a política conta-gotas que o caracteriza”. “A redução anunciada hoje é tímida. Porém, também somos persistentes e continuaremos pressionando por quedas mais acentuadas da taxa básica de juros”, diz nota.

Já a Força Sindical afirmou em nota que o governo decepcionou o movimento sindical. “O governo federal volta a decepcionar o movimento sindical, cujos dirigentes aguardavam uma intervenção radical para diminuir a taxa Selic e assim reativar a economia e iniciar o processo rápido de geração de emprego e renda”.

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) divulgou nota afirmando que a decisão do Copom foi “justificável”.