Botucatu - A Polícia prendeu ontem 13 homens de uma quadrilha que chegou a Botucatu para assaltar um banco da cidade (100 quilômetros de Bauru). Com eles foram apreendidas quatro pistolas semi-automáticas, dois revólver e duas metralhadoras municiadas. Também foram apreendidos cinco automóveis, dois Volkswagen Gol, um Corsa, um Celta e um Vectra usados pela quadrilha. Em poder dos acusados foram apreendidos celulares.
O delegado Celso Olindo, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), explica que foi confirmado que dez dos presos vieram da Baixada Santista para realizar um assalto planejado por Anderson Rodrigues, conhecido como Nenê, considerado pela polícia uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Santos. “Com certeza, o chefe da quadrilha era chefe do PCC da Baixada Santista”, garante. O delegado explica que o planejamento do roubo ao banco foi monitorado por escutas telefônicas que vinham sendo feitas há alguns meses. Conforme o delegado, a DIG de Santos prendeu Rodrigues cumprindo mandado de prisão preventiva.
Na sexta-feira da semana passada (25), Gérson da Cruz Pinho, conhecido como Grilo, foi preso em Botucatu e a polícia começou a juntar as informações cifradas das conversas telefônicas entre os criminosos. Olindo explica que Pinho era foragido da Penitenciária de Mongaguá e estava em Botucatu finalizando o planejamento do assalto que seria praticado ontem. “Essa foi uma das vezes que ele esteve aqui”, acrescenta o delegado.
Ele explica que as conversas telefônicas interceptadas não davam indicativos de qual local iria ser roubado. A polícia de Botucatu começou a desvendar com a detenção de Pinho que se trataria de um grande assalto em Botucatu em uma empresa com grande volume de dinheiro. “Numa das conversas deles a gente ouviu eles falarem: ‘nós vamos ficar quatro horas contando onças’. Ou seja, contando notas de R$ 50,00”, detalha. A única certeza da polícia era que os criminosos ficariam hospedados em uma chácara no bairro Santa Elisa, na região rural.
Anteontem, foram feitas algumas diligências pela DIG na região sem levantar suspeitas. Por volta das 3h30 da manhã de ontem os homens chegaram a uma casa. As equipes da DIG e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Botucatu realizaram um cerco ao imóvel que fica no meio de um pasto. Segundo o delegado, a maior dificuldade era a aproximação, pois a residência da chácara fica no meio de um pasto.
Os policiais fizeram uma aproximação e deram voz de prisão seguida de alguns disparos de alerta. Olindo conta que alguns dos presos tentaram fugir, mas foram detidos. No local foram apreendidos uniforme de segurança de banco e roupas finas. Olindo explica que os homens iriam assaltar o Bradesco da rua Amando de Barros. Um dos homens estaria fardado de segurança e outro como se fosse um cliente bem vestido. “Interrogando os homens eles falaram que iria ser o Bradesco porque lá não tem porta giratória. E a audácia era maior porque seria entre 16h e 17h. Um deles disse que ‘com uniforme de lixeiro eu entro no banco e roubo’”, ressalta.
Os homens foram presos acusados de formação de quadrilha, porte ilegal de armas (uso exclusivo das Forças Armadas) e resistência. Os acusados são Evandro Gomes, José Roberto de Oliveira Barbosa e Mário César Constâncio, os três de Botucatu. Da Baixada Santista, foram detidos Marcos Antônio de Menezes, Ivo de Oliveira Nascimento, Davi Felipe de Lima, José Carlos dos Santos Andrade, José Edson Gomes dos Santos, Edimar Falcão Amorim, Alex Martins da Silva, Marcos Sicarine Costa da Silva, Alessandro dos Santos Alves, Cleiton de Almeida Brandão e José Roberto de Oliveira Barbosa. Todos foram encaminhados para presídios da região.