09 de julho de 2026
Regional

Jaú faz bloqueio contra catapora

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Cerca de 46 crianças de creches de Jaú (47 quilômetros de Bauru) foram atingidas por um surto de catapora. A Vigilância Epidemiológica da cidade está fazendo um bloqueio para evitar que outras crianças sejam atingidas pela doença.

Os primeiros casos, segundo a diretora do órgão, Suzete Frexes Nascimento Carrara, foram notificados há cerca de dois meses.

Várias crianças das creches Hilarinho Sanzovo e do Jardim das Acácias, além de outras que vivem no abrigo Nosso Lar, estão sendo imunizadas pelos profissionais da Vigilância Epidemiológica. “Nós estamos fazendo um bloqueio, que é a vacinação nas creches. Por enquanto, os casos ocorreram nas creches Hilarinho Sanzovo, (no abrigo) Nosso Lar e Jardim das Acácias. Agora, nós fomos notificados, mas ainda não temos números, na Escola Caic”, conta Carraca.

Segundo ela, nas creches onde foram constatadas crianças com a doença, somente as que estavam na faixa etária entre 1 e 5 anos de idade foram vacinadas pelo bloqueio. Apenas no abrigo de menores Nosso Lar todas as crianças foram imunizadas. “No Nosso Lar foram vacinados todos porque eles moram juntos e convivem por mais tempo”, explica a diretora, ressaltando que, além das crianças, os profissionais que lidam com elas também serão imunizados.

As crianças com catapora foram dispensadas das atividades por um período de 10 a 15 dias para se recuperar da doença.

A diretora conta que, geralmente, nesta época já é esperado o aparecimento de surtos da varicela-zóster (nome científico da catapora). Ela comenta que a vacina, que custa cerca de R$ 150,00, não está no calendário do governo e que só é fornecida pela DIR-10 de Bauru em casos da necessidade de se fazer bloqueios a partir da notificação de surtos.

A imunização está sendo realizada pela equipe da diretora que conta com duas enfermeiras e uma técnica. Carrara não descarta o aparecimento de novos casos e explica que, conforme forem ocorrendo outras notificações da doença na cidade, a Vigilância Epidemiológica solicitará outras doses da vacina injetável à DIR-10.