08 de julho de 2026
Polícia

Visitantes de presos levavam ecstasy

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - O Policiamento Rodoviário de Botucatu apreendeu na madrugada de ontem até ecstasy com visitantes de presos das penitenciárias da região. Durante fiscalização de rotina em ônibus fretados por parentes de detentos também foram encontradas porções de cocaína e maconha. O patrulhamento revistou veículos no quilômetro 197 da Rodovia Castelo Branco, no município de Pardinho.

Os entorpecentes foram encontrados em dois deles. O primeiro vinha de Sorocaba e tinha Iaras como destino. Na bolsa de Juliana Diogo dos Santos, 23 anos, foram localizadas 190 gramas de maconha, divididas em duas partes. De acordo com o Policiamento Rodoviário da Região, a moça foi presa em flagrante por tráfico de drogas e encaminhada para a Cadeia Pública de Itatinga.

Teve o mesmo destino Débora Ubaldino, 33 anos, que também poderá ser responsabilizada pelo mesmo crime, cuja pena prevista é de três a 15 anos de reclusão. Com ela, que vinha em outro ônibus (São Paulo-Assis), os policiais encontraram 199 gramas de maconha e outras 192 gramas de cocaína, além de 15 comprimidos de ecstasy. A droga estava dentro de uma sacola portada por Débora, acrescenta o policiamento rodoviário.

Juntos, os comprimidos totalizam 15 gramas, quantidade superior ao que foi apreendido durante todo o ano passado pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecente (Dise) de Bauru. No ano passado, o volume de ecstasy retirado de circulação não ultrapassou os sete gramas, de acordo com estatísticas divulgadas no início deste ano pela Polícia Civil.

Os principais efeitos do ecstasy são euforia e bem-estar intensos, que chegam a durar 10 horas. A pessoa sob efeito da droga fica sociável, com vontade incontrolável de conversar e até de ter contato físico.

Segundo informações obtidas junto ao site www.psicosite.com.br, os usuários podem sofrer aumento de tensão muscular, de atividade motora, da temperatura corporal, enrijecimento e dores na musculatura dos membros inferiores e coluna lombar, dores de cabeça, náuseas, perda de apetite, visão borrada, boca seca, e insônia. Nos dias seguintes ao consumo, a pressão arterial tende a oscilar mais do que o habitual. A longo prazo, seu uso pode provocar lesões celulares irreversíveis.