Para comemorar os três anos de existência, os associados do Conexão Moto Clube Bauru e seus familiares se reuniram ontem na sede do clube para relembrar as histórias vividas pelos seus integrantes durante as viagens de motocicleta realizadas pelo Brasil.
Criado em julho de 2003 por dissidentes do motoclube Canibais, o Conexão Moto Clube Bauru, segundo seu presidente Jota R. 39 anos, surgiu não só com a idéia de reunir os apreciadores de motocicleta, mas também com o objetivo de promover ações sociais na cidade.
“Nós fizemos bastante coisas de solidariedade, inclusive participamos das campanhas de Natal que o Jornal da Cidade faz. Nos finais de ano nós tentamos fazer alguma coisa para arrecadar cestas básicas para doar à instituições de caridade”, lembra o tecnólogo mecânico João Luis, 41 anos, associado ao clube desde a sua criação.
Ele lembra que com o motociclismo é possível agregar pessoas e desenvolver atos de solidariedade. “Com o motociclismo nós conseguimos agregar bastante gente, então nós canalizamos esta junção de pessoas para poder fazer alguma coisa para o próximo também. Porque se nós podemos fazer um passeio de motocicleta, podemos fazer uma passeata, alguma coisa, e arrecadar donativos e alimentos para depois doar”, acredita.
Além das ações sociais e das reuniões entre amigos, a principal atividade dos integrantes do Conexão Moto Clube é realizar passeios e viagens sobre duas rodas para regiões do Brasil. O diretor do clube Edward Baiano, 43 anos, lembra que a última viagem de motocicleta feita pelo grupo à Bahia, em 2004, foi uma aventura literalmente molhada para os participantes. “Na última viagem que nós fizemos para Salvador, Bahia, saímos daqui com o tempo já meio instável. Saímos de Bauru debaixo de chuva e rodamos até Salvador sem pegar nenhum quilômetro sem chuva”, comenta, lembrando que foram rodados cerca de 1.200 quilômetros durante dois dias de muita chuva e com dificuldades em encontrar abrigo.
Questionado pela reportagem se passariam por isso de novo, Edward e os amigos foram unânimes em afirmar que sim. Segundo eles, o mais importante são as aventuras realizadas, independentemente das dificuldades que possam ocorrer.
De acordo com o presidente do Conexão Moto Clube Bauru, arquiteto Jota R. (como é conhecido no clube) ressalta que o Conexão tem 17 associados permanentes e vários outros indiretos. “Nós estamos com 17 associados hoje. E tem mais a freqüência que são sempre os amigos que estão por aqui”, diz. De acordo com ele, toda semana é realizada uma reunião na sede do clube, localizada na rua Eduardo Vergueiro de Lorena. Os encontros ocorrem nas quartas-feiras.
Ele lembra que a potência das motos dos associados varia de 500 a 1.500 cilindradas. Jota R. explica que o clube não exige um perfil de motocicleta, mas que as longas viagens acabam exigindo um veículo de potência maior. “Na verdade não é questão de querer fazer um perfil. Uma viagem destas (como à Bahia) se você for com uma motocicleta muito pequena demora muito e cansa. Então, quando se tem um veículo com uma cilindrada maior consegue rodar muito mais quilômetros num dia sem judiar de quem está indo junto também”, argumenta.
Cerca de 60 pessoas, entre associados, familiares e amigos, participaram da comemoração do aniversário de três anos do clube, ontem. Para o almoço de confraternização foi preparado um porco assado no rolete, apreciado por todos os presentes.