07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Desafio

O vereador Marcelo Borges (PSDB) questionou novamente os números da arrecadação do DAE fornecidos pelo presidente da autarquia, José Clemente Rezende. Em reportagem do JC, Clemente afirmou que a receita aumentou 35% com a leitura feita pelos Correios. Para o vereador, o que motivou o aumento de receita foi o reajuste de 17,89% na conta de água. “O Clemente mentiu e eu desafio ele a provar com dados o que disse na reportagem”, desafiou Borges.

• Dúvida

O projeto que altera as regras previdenciárias (Funprev) do Município foi aprovado com duas emendas que deixam margem à dúvida. Uma retirou pontos considerados ilegais pela consultoria jurídica da Câmara, mas a pior foi a que transferiu para abril de 2007 o aumento da alíquota de contribuição de 8% para 11%. Detalhe: segundo o Ministério da Previdência, a lei precisa entrar em vigor até janeiro de 2007.

• Rigoroso

Não podemos deixar passar em branco o fato de que a emenda não passou pelo consultor jurídico Nestor Kobayashi, que poderia vetar sua aprovação. Mas não é a primeira vez que isso ocorre. Sempre que os vereadores pretendem fazer alterações polêmicas em projetos do Executivo, elaboram emendas na última hora.

• Demagogia

O mais grave é que os vereadores sabem que o prefeito deve vetar o projeto, pelo menos parcialmente. Como o discurso dos parlamentares foi que o aumento da contribuição iria pesar no bolso dos servidores, jogaram para abril, populísticamente. Se o prefeito vetar, o discurso será fácil: “Ele quer sacrificar ainda mais os funcionários”.

• Desmentido

Longe de querermos fazer defesa do prefeito, mas algumas atitudes dos vereadores são enviezadas. Ontem, após a aprovação da emenda, eles garantiram que não havia prazo para a aprovação da lei, o que foi desmentido pelo conselheiro da Funprev Vanderlei Tomiati. Corre-se o risco de começar outra novela sobre a mudança das regras, o que não é bom para os servidores, nem para o município.

• “Latinha”

O trocadilho foi do vereador Paulo Madureira (PP). Ao falar sobre as alterações no Plano Diretor, antes mesmo do projeto ser enviado à Câmara, o vereador saiu-se com essa: “Bauru está virando uma cidade de latinha, lá tinha indústrias, lá tinha emprego...”, disse, sem muita originalidade.

• “Afronta”

Madureira aproveitou para criticar a campanha a deputado estadual do ex-prefeito Nilson Costa (PPS). Mesmo sem citar o nome do candidato, o vereador afirmou que é estranho ver alguém lançar uma revista de qualidade, que deve ter custado muito, enquanto os demais candidatos fazem campanhas mais modestas. “Nem revista de circulação nacional tem essa qualidade. Assusta ver essa campanha, é uma afronta”, disse.

• Pastores

O ex-prefeito Tidei de Lima (PV), candidato a deputado federal, vai se reunir hoje, às 11h, com o Conselho de Pastores. Segundo ele, a intenção é conversar sobre suas propostas, caso seja eleito. O candidato pretende aproveitar o espaço que os pastores deram aos candidatos quando, em entrevista ao JC, afirmaram estar abertos para ouvir os postulantes a deputado estadual e federal.