Brasília - Acusado de integrar a máfia dos sanguessugas, o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) ocupou ontem a tribuna do Senado Federal para rebater reportagem publicada pela revista “Veja”, que o acusa de estar ameaçando integrantes do PMDB.
Segundo a reportagem, Suassuna teria em mãos um “dossiê” com informações que comprometeriam a alta cúpula do partido. Se os peemedebistas não lhe apoiassem no processo de perda de mandato, o senador estaria disposto a divulgar as supostas informações.
Suassuna disse não ser “homem de dossiês” e garantiu nunca ter ameaçado nenhum membro do Senado Federal. “A quem interessaria se indispor com os principais líderes do seu partido? Jamais poderia dedicar algo que não lealdade a todos eles”, afirmou.
A reportagem afirma que Suassuna teria distribuído “recados ameaçadores” a colegas de partido, incluindo o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, o ex-presidente José Sarney e o relator da CPI dos Sanguessugas, Amir Lando.
Os documentos supostamente comprovariam a participação dos peemedebistas em irregularidades. “Não me bastasse o massacre moral a que fui submetido, ainda tenho que passar por isso”, afirmou.
O ex-líder do PMDB reiterou inocência nas acusações do empresário Luiz Antônio Vedoin, sócio da Planam. “Tenho tanta certeza que a Justiça virá que não tenho tratado deste assunto com ninguém”, afirmou.
Vedoin incluiu Suassuna entre os parlamentares que teriam recebido propina em troca da liberação de emendas para a compra superfaturada de ambulâncias.