Surgido na Grécia Antiga há centenas de anos, o teatro é ainda hoje uma das artes preferidas pela sociedade, é nele e na tão propalada mimese que os indivíduos encontram sustento para a representação de papéis que variam de herói a vilão, convergindo entretanto quanto a um aspecto: a perda das características próprias de cada ser.
Diariamente são despejados pela mídia inúmeros arquétipos que despertam nas pessoas um sentimento de extrema inferioridade, fazendo-as vestir máscaras nem sempre adequadas à sua face, porém, bem quistas pela ótica social.
A vida em sociedade é colocada muitas vezes como a grande responsável pela ausência de individualidade, afinal, como cita a filosofia determinista, o homem é moldado pelo meio, raça e momento em que vive. Entretanto, há motivos mais que suficientes para que se conteste tal corrente, haja vista o fato de que alguém precisa ditar as regras, encaminhar as ovelhas personificadas ao curral apropriado.
Perante a tantas tentativas de transformar a humanidade em uma imensa linha de montagem em que todas as peças devem seguir os mesmos parâmetros de qualidade é de vasta importância, que fujamos constantemente das engrenagens e busquemos valorizar nossa essência, visto ser graças a esta que nos tornamos peças diferenciadas que agrupadas compõem o gigantesco maquinário do mundo.
Joana Teresa Bisinella de Faria - RG 44.088.095-6 - estudante