11 de julho de 2026
Esportes

Vôlei: Brasil pega Rússia pela fase final do Grand Prix

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Reggio Calabria - Nove vitórias em nove jogos, apenas quatro sets perdidos e o primeiro lugar da fase classificatória. É com esse currículo que a Seleção Brasileira feminina de vôlei chega à fase final do Grand Prix 2006. Entre a equipe de José Roberto Guimarães e o hexacampeonato, apenas quatro jogos. E o primeiro deles será hoje, às 12h30 (de Brasília), na cidade italiana de Reggio Calabria.

Do outro lado da quadra do ginásio Palacalafiore estará a Rússia, segunda colocada, com apenas uma derrota (3 a 0 para a China). A excelente campanha na fase classificatória não ilude o técnico José Roberto Guimarães, que já pensando no futuro, comemorou a chance de encarar a Rússia logo na estréia da fase final.

“A Rússia ficou em segundo por apenas uma derrota. Também é uma das equipes favoritas. Mas queria mesmo que elas caíssem na nossa chave. Será uma boa oportunidade de avaliá-las antes do Mundial. Elas têm jogado diferente no sistema defensivo, temos de nos adaptar. Quanto mais difíceis os testes, melhor”, diz o treinador.

Além da Rússia, o Brasil terá pela frente o Japão na primeira etapa da fase final. No outro grupo estão Itália, China e Cuba. Os dois primeiros colocados se classificam para as semifinais.

“Ter sido o primeiro colocado na fase classificatória não nos torna favoritos absolutos. China e Rússia perderam apenas uma vez. Cuba perdeu duas. Está todo mundo próximo. Talvez o Japão tenha mais dificuldade, mas as outras cinco equipes são muito iguais. Não tem como ganhar de véspera”, garante Zé Roberto.

O adversário da estréia não traz boas lembranças. Afinal, a Rússia foi responsável pela derrota brasileira na semifinal dos Jogos Olímpicos de Atenas/2004. Quem estava naquela partida não esconde um gostinho de revanche. “A expectativa de cruzar com a Rússia era grande. Será um jogo difícil, que exigirá muito de nós. Ainda mais por termos uma história entalada com elas”, diz Fofão, terceira colocada no ranking das levantadoras e nona entre as sacadoras mais eficientes, com dez aces.

Para Valeskinha, outra remanescente dos Jogos de Atenas, a derrota de virada foi uma lição que pode ser utilizada para o resto da vida, até mesmo nas finais do Grand Prix 2006. “Naquele jogo, vimos que não se pode bobear em momento algum. Mas a situação também pode servir de estímulo. Quando estivermos atrás no placar, vamos lembrar que sempre é possível virar um jogo”, diz a jogadora, que agora atua como ponteira.

Já a meio-de-rede Walewska garante que “o que passou, passou”. Assim como Zé Roberto, a jogadora também volta sua atenção para a importância que o confronto pode ter no futuro.

“Pegar a Rússia nesta fase era o que a gente queria. Faz muito tempo que não jogamos contra elas e esse contato será importante para colher informações, até pensando no Mundial. Elas têm como pontos fortes as bolas altas e o bom tempo de bloqueio. Claro que vamos querer ganhar, mas não pelo que aconteceu em 2004 e sim pelo que estamos vivendo agora”, explica a jogadora.

A novidade entre as 12 jogadoras inscritas por Zé Roberto para a fase final do Grand Prix é a volta da oposto Renatinha, que entra no lugar de Joycinha. Mari, que sentiu dores na região abdominal e foi poupada no treino de ontem, está confirmada no grupo.