09 de julho de 2026
Nacional

Testemunha do caso Celso Daniel complica a situação de Sombra

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Em depoimento ontem à juíza auxiliar do 1.º Tribunal do Júri Luciana Piovesan e aos promotores de Santo André Roberto Wider e Adriana Ribeiro Soares de Morais, uma testemunha de acusação do caso Celso Daniel, prefeito assassinado de Santo André (SP), complicou ainda mais a situação do empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra.

Celso Daniel (PT) foi seqüestrado no dia 18 de janeiro de 2002, quando voltava de um jantar em São Paulo. Ele estava acompanhado do empresário. Dois dias depois, o corpo do prefeito foi encontrado em uma estrada em Juquitiba (a 78 quilômetros de São Paulo). Ele foi atingido por sete tiros. Sombra, que era amigo pessoal de Celso Daniel, foi apontado como o mandante do assassinato. Wider afirmou que o depoimento da testemunha, uma vizinha da região de “Três Tombos”, local do seqüestro do prefeito, foi “muito bom e seguro”.

Segundo ele, a vizinha confirmou que no momento do seqüestro de Celso Daniel, o empresário falava ao celular tranqüilamente e não mostrava estar acuado com a situação. O promotor contou também que a testemunha afirmou ter ficado “enojada” no dia da reconstituição do crime, com as mentiras de Sombra.

A vizinha foi ouvida no fórum da Barra Funda, em São Paulo. Para o Ministério Público, a morte do ex-prefeito está associada a um esquema de corrupção montado na Prefeitura de Santo André para financiar campanhas eleitorais do PT. A última testemunha de acusação do caso - o deputado Romeu Tuma Jr. (PMDB-SP)- será ouvida no dia 31 de outubro.