08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O amor-perfeito


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Paulo estava destituído de todo conforto, numa cela de prisão quando escreveu estas palavras:

Conta-se que o rei foi certa manhã ao seu jardim e encontrou as plantas murchas e morrendo.

Perguntou ao carvalho, que ficava junto ao portão, o que significava aquilo?

Descobriu que a árvore estava cansada de viver, porque não era alta e elegante como o pinheiro. O pinheiro por sua vez, estava desconsolado porque não podia produzir uvas, como a videira.

A videira ia desistir da vida porque não podia ficar ereta e nem produzir frutos delicados como o pessegueiro. O gerânio estava agastado porque não era alto e fragrante como o lírio, e todos mais.

E o mesmo acontecia em todo o jardim. Chegando-se ao amor-perfeito, encontrou sua corola brilhando cheia de vida alegremente como sempre.

“Muito bem, meu amor-perfeito! Alegro-me de encontrar no meio de tanto desânimo, uma florzinha corajosa. Você não parece nem um pouco desanimada.” “Não, não estou. Eu não sou de muita importância, mas achei que, se no meu lugar o senhor quisesse um carvalho, um pinheiro, um pessegueiro, ou um lírio, teria plantado um deles, mas sabendo que o senhor queria um amor-perfeito, estou resolvido a ser o melhor amor-perfeito que posso.”

Peço a Deus que todos nós procuremos imitar o exemplo da plantinha, amor-perfeito!! Pois o amor é ainda o sentimento mais nobre que Jesus Cristo nos ensinou. Amém.

Iris Linhares Ferreira de Mello - RG 5.347.238