09 de julho de 2026
Turismo

Rumo à província paulista

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Não foi fácil a viagem de Dom Pedro I a São Paulo. Durante o trajeto, o nosso primeiro imperador teve que parar vários dias em propriedades agrícolas fluminenses e paulistas, onde se abastecia para continuar a trilha.

No vigor de seus 24 anos, Dom Pedro topou na hora a sugestão do conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva para viajar à Província de São Paulo, em lombo de cavalo ou de burro, para conter sinais de insatisfação.

Acompanhado de uma pequena comitiva, incluindo seus amigos Francisco de Castro Canto e Mello e Luiz Saldanha da Gama, dois criados e Chalaça, o fidalgo português Francisco Gomes da Silva, o “alcoviteiro” segundo os livros de História, partiu rumo a São Paulo, com a meta de depois atingir Santos, onde Bonifácio o esperava.

Dom Pedro saiu do Rio no dia 14 de agosto, pernoitou dia 15 na Fazenda da Olaria, em São João Marcos, e no dia 16 já estava no Vale do Paraíba, em Bananal, onde dormiu na Fazenda Três Barras, propriedade do capitão Hilário Gomes Nogueira.

Depois passou pela Fazenda Pau d’Alho, em São João do Barreiro, chegou a Guaratinguetá, prosseguiu até Porto da Cachoeira, Lorena, Pindamonhangaba, Aparecida, Taubaté, Jacareí e Mogi das Cruzes. Chegou ao planalto paulista no dia 24 e pernoitou na então freguesia da Penha.

No dia 25, Dom Pedro I chega ao Centro de São Paulo para o Te Deum celebrado na Sé, onde, ao contrário do que esperava, foi muito bem recebido pelos paulistanos. Nesse clima de festa conheceu a bela Domitila de Castro Canto e Melo, a futura marquesa de Santos, que lhe deu cinco filhos (dos 18 que teve no total).

Depois de muita comida e paixão, decidiu, dia 7, seguir para Santos, quando às margens do riacho Ipiranga leu de enviados vindos da Corte correspondência em que Portugal diminuía seus poderes. Não suportou a ordem e se rebelou, dando o grito que libertou o Brasil das forças portuguesas.