10 de julho de 2026
Esportes

Brasileiras pegam japonesas de olho nas semifinais do Grand Prix

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Reggio Calabria - Em 2006, a Seleção Brasileira Feminina de Vôlei já encarou o Japão três vezes - uma pelo Torneio de Courmayeur e duas pela fase classificatória do Grand Prix. Em todas, venceu por 3 sets a 0. Hoje, ocorrerá o quarto encontro. E se mantiver a escrita na partida que começa às 12h30 (de Brasília), no ginásio Palacalafiore, em Reggio Calábria (ITA), a equipe do técnico José Roberto Guimarães garante vaga nas semifinais do Grand Prix sem depender de outros resultados.

Invicto, com dez vitórias, o time brasileiro segue firme rumo ao hexacampeonato - venceu em 1994, 1996, 1998, 2004 e 2005. Depois de terminar a fase classificatória em primeiro lugar, o Brasil teve uma excelente estréia na etapa final da competição: venceu a vice-campeã olímpica Rússia por 3 sets a 0. Se superar o Japão, ficará em primeiro no grupo B e enfrentará na semifinal o segundo colocado do grupo A, que reúne China, Itália e Cuba.

O bom momento não impede que a equipe brasileira esteja atenta às pequenas armadilhas do Japão. “Elas jogam em velocidade e têm na defesa o seu forte. É uma equipe que está evoluindo. Um ponto que podemos explorar é o bloqueio, mas acredito que será um jogo importante e equilibrado”, analisa Zé Roberto, destacando duas jogadoras adversárias.

“A Érika é uma meio que joga muito bem, mas também temos de ter atenção com a Takahashi”.

A última derrota da Seleção Feminina Adulta para o Japão foi na Copa dos Campeões de 2001. Em toda a história, as duas equipes estiveram frente a frente 88 vezes, com 54 triunfos brasileiros (178 sets vencidos e 135 perdidos). Mesmo com o retrospecto tão favorável, as brasileiras consideram o Japão uma equipe que “dá dor de cabeça”.

“É um jogo que não desgasta tanto fisicamente, mas a gente sai mentalmente exausta. As japonesas se movimentam muito, é um time veloz. Não podemos perder a atenção um segundo. Sacar bem será fundamental”, diz a ponteira Sassá. Valeskinha, que no Grand Prix está jogando como ponteira, ressalta a evolução das japonesas.

“É um time que desenvolveu muito o ataque. Além disso, tem como ponto forte a defesa. Será um jogo de paciência. Sabemos que às vezes será preciso bater na bola duas ou três vezes antes de conseguir virar”, diz a jogadora.

Para a partida contra o Japão, o técnico Zé Roberto ainda não sabe se poderá contar com Mari, que se recupera de um estiramento no músculo retoabdominal. “Clinicamente a Mari está melhorando, a dor está diminuindo. Ela já consegue treinar passe e a expectativa é de que volte a fazer outros movimentos”, explica Júlio Nardelli, médico da delegação brasileira.