11 de julho de 2026
Nacional

Depois de oito horas, vigia liberta reféns de agência bancária de Taubaté

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - O vigia Roberto José de Oliveira, 28 anos, liberou após oito horas o último dos 11 reféns que manteve numa agência bancária do ABN Amro Real em Taubaté (130 km de São Paulo). Oliveira aceitou se entregar à polícia e libertar o último refém, uma mulher, anteontem, às 23h30, depois de falar por telefone com uma ex-namorada.

De acordo com a Polícia Militar (PM), Oliveira estaria sofrendo uma crise depressiva. Nervoso, por volta das 14h ele dominou e tomou as armas de outros dois colegas que também fazem a segurança na agência. O vigia chegou a disparar tiros dentro da agência, localizada no centro de Taubaté. Houve pânico, e algumas pessoas ficaram feridas ao tentar escapar do local, inclusive pulando janelas no andar superior do prédio. A Polícia Militar cercou o prédio e interditou a região próxima.

As negociações foram feitas com a presença dos pais do vigia, que se recusou a falar com eles. Oliveira trabalha como segurança em uma empresa que terceiriza o serviço há três anos. Ele começou na agência do ABN Amro Real há três dias. A mãe do vigia disse à polícia que Oliveira separou-se da ex-mulher há dois meses. De acordo com a PM, o vigia exigia como condição para libertar os reféns a presença de uma ex-namorada, que ele não vê desde 1999, que estaria morando no Rio de Janeiro. Inicialmente, pelo menos 11 pessoas, entre funcionários do banco e clientes, foram mantidos reféns. Ao longo do dia, eles foram sendo liberados.