A mãe de um aluno de 11 anos reclama da falta de segurança numa escola pública da cidade. De acordo com ela, seu filho foi agredido pelo irmão de um colega, que pulou o muro da instituição para pegá-lo na semana passada.
“Meu filho brincava na quadra, antes da entrada. Um menino de outra sala (também com 11 anos), enrolou a linha de uma pipa em seu pescoço. Ele cortou a linha e os dois brigaram. O garoto pegou um pedaço de pau e meu filho o agarrou pelo pescoço para se defender”, conta.
Por causa da situação, o garoto avisou o irmão de 15 anos, que não estuda na escola, mas estava em frente à instituição. Ele teria pulado o muro para bater no filho dela.
Na opinião da reclamante, faltam funcionários ou policiais para evitar outras ocorrências semelhantes. Para a diretora da escola, que assumiu a função na data em que briga ocorreu, o número de servidores não é o ideal, mas o possível. No entanto, classifica a situação como corriqueira.
“É briga entre crianças. A escola é bastante calma, não costumam acontecer (brigas). Já conversei com a mãe dos alunos. A ronda policial passa por aqui duas vezes ao dia e não deixa a deseja.”, afirma. Segundo o comandante da 1.ª Cia da Polícia Militar (PM), capitão Jorge Duarte Miguel, naquela área, a ronda escolar dispõe de uma viatura para patrulhar 13 escolas, entre públicas e privadas. De acordo com ele, a fiscalização é reforçada em instituições com maior incidência de problemas.
Para evitar constrangimentos a partir de uma possível identificação, o nome das crianças envolvidas, da instituição e da diretora foi preservado, conforme prega o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).