09 de julho de 2026
Geral

Governanta de confiança é espécie rara, diz analista

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Achar um profissional que atenda todos os requisitos para trabalhar como governanta dentro de uma casa está muito difícil. No domingo passado, uma empresa de recursos humanos publicou um anúncio nos classificados do JC procurando alguém para ocupar uma vaga aberta em Bauru. Durante toda a semana, foi entregue apenas um currículo com o perfil exigido pelo cliente.

De acordo com Renata Caputo, analista de RH da VH Brasil, empresa que fez o anúncio, é a primeira vez que um cliente solicita uma governanta. “Estamos acostumados com massa. Tem muita gente que trabalha como doméstica, mas como governanta é muito pouco.”

Segundo ela, o cliente que contrata esse tipo de serviço tem um poder aquisitivo elevado e está acostumado com certas regras e etiquetas.

“Tem de ser alguém com boa escolaridade, que tenha uma excelente postura e desenvoltura. Tem de ser discreta porque ela vai ter muito acesso a informações sigilosas, coisas que ela não pode ficar falando para o vizinho”, explica Renata.

Ela destaca ainda que é indispensável ao candidato à vaga ter excelentes referências profissionais, porque o cargo é de confiança e exige isso. “É difícil encontrar profissionais que se encaixem nesse perfil”, comenta.

Há cinco anos trabalhando com consultoria, Renata revela que é a primeira vez que faz seleção para governanta. “Já selecionei muitas babás, não as convencionais, mas aquelas com formação em pedagogia, que além de cuidar também educam as crianças.”

Sobre salário, ela diz não ter noção do valor caso a governanta seja contratada. Segundo Renata, fica difícil estabelecer um valor porque é uma situação nova para a empresa e também para o cliente. “É a primeira vez que ele terá uma governanta dentro de casa”, justifica.

Os dois governantes do lar entrevistados pelo JC não quiseram comentar sobre seus salários. Ambos contam com registro em carteira.