08 de julho de 2026
Internacional

Prefeito de NY compara ataques à Segunda Guerra

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - O prefeito de Nova York, o republicano Michael R. Bloomberg, disse que os ataques ao World Trade Center “só podem ser comparados à Segunda Guerra Mundial”. Bloomberg deu entrevista à reportagem e a alguns jornalistas estrangeiros na última sexta-feira.

Defendeu a tese de que o terror age contra a civilização e as idéias ocidentais. “Em 11 de setembro de 2001 Nova York estava profundamente ferida. Vivemos uma tragédia a que os EUA sempre pensaram estar imunes: a morte coletiva de civis inocentes. Isso só pode ser comparado à Segunda Guerra Mundial. Os ataques foram devastadores, essa é a única palavra que se pode usar”, disse Bloomberg.

“Os ataques não foram contra os EUA, mas contra a civilização. Nossos valores, que levaram os terroristas a nos atacar, são compartilhados por vários países. Os atentados foram contra idéias”, completa.

Hoje, Nova York acredita ter superado o trauma (ou faz questão de não lembrar). Moradores, sobretudo os que estavam na cidade naquela terça-feira, desconversam quando o assunto é 11 de Setembro.

Preocupação

Segundo pesquisa divulgada nesta semana pelo jornal “The New York Times”, em parceria com a rede de TV CBS, 66% dos moradores de Nova York ainda estão muito preocupados com a possibilidade de outro atentado à cidade. O nível de temor é apenas um pouco menor que o registrado pouco depois dos ataques.

Mas Bloomberg acredita que há mais segurança: “Nossa recuperação demonstra que o plano mortal da Al-Qaeda contra a cidade fracassou. Em vez de experimentar o colapso econômico que a Al-Qaeda havia imaginado e que muitos temeram, hoje somos mais fortes e estamos mais seguros do que nunca”.

Em três meses, o FBI (a polícia federal americana) disse ter desbaratado cinco planos terroristas na iminência de serem executados na cidade, como a explosão do túnel Holland, que liga Manhattan a Nova Jersey.

“A prioridade é proteger Nova York e depois descobrir um meio de pagar as contas. Estamos fazendo todo o possível para manter esta cidade segura.Agora, não posso garantir que nada venha a acontecer. Vivemos num mundo perigoso”, avalia o prefeito.

Segundo Bloomberg, Nova York viu o índice de criminalidade cair 22% desde 2001. “Mudamos a percepção de Nova York de uma cidade em que se temia estar para uma cidade em que se deve estar.”