07 de julho de 2026
Ser

Com licença...

Glorinha Braga Ortolan
| Tempo de leitura: 4 min

Criatividade

A criatividade, além de criar, renova o que já existe. É um dom! Entretanto, nada impede que esta dádiva seja aperfeiçoada. Se a pessoa não for criativa, pode ser induzida a isso através do estudo, seminários e muita leitura. Tanto na vida social quanto na profissional é um item que faz a diferença. Uma dona de casa ao compor uma mesa com uma certa dose de criatividade faz desse serviço tão corriqueiro uma tarefa que causa prazer e alegria aos demais membros da família. Não é nada difícil. Requer somente boa vontade. Os elogios virão, com certeza.

Contrata-se um(a) profissional para resolver problemas e não para criar ou transferir problemas para os seus superiores. A criatividade é uma grande ferramenta para a solução de problemas que, depois de solucionados, surpreendem a todos pelos inusitados resultados obtidos.

Li há algum tempo que uma empresa contratou um deficiente físico que andava de cadeira de rodas e um outro com deficiência visual. O profissional que ficava na sala com o deficiente visual ficou um dia todo com os olhos vendados para poder sentir quais eram as dificuldades do deficiente e poder entendê-lo e ajudá-lo no que fosse possível. O colega do cadeirante também permaneceu todo o dia em uma cadeira de rodas para poder avaliar as dificuldades do seu novo parceiro de trabalho.

Um empresário da nossa cidade de Bauru também usou a criatividade para incrementar e fomentar o seu negócio. O conhecido e alegre Júnior Marangon, percebendo que o movimento do seu restaurante em dias de jogos de futebol diminuía, não teve dúvidas: providenciou uma enorme televisão e convidou os freqüentadores para que assistissem aos jogos no próprio restaurante. Para incentivar a permanência das pessoas, faz sorteios e distribui prêmios quando cada gol é marcado. É a singeleza da criatividade que, usada com simplicidade, abre novos horizontes para a criação de novos serviços ou produtos.

É um atributo que independe da idade, do sexo ou do lugar. É ela que nos leva ao progresso e à beleza. No dia-a-dia, cultivando atos criativos, não estamos apenas fazendo um exercício mental, mas também estamos à procura de um encanto maior que possa alegrar os detalhes de nossa existência.

Fazer um penteado diferente, combinar roupas, adicionar detalhes (broches, echarpes, lenços, cintos), decorar um prato antes de levá-lo à mesa, providenciar um vaso de flores, deixar recadinhos em lugares inesperados para as pessoas, preparar uma mesa e cardápios especiais em dias comemorativos familiares (por exemplo, aniversários) são detalhes que ajudam uma família a permanecer unida e, muitas vezes, voltar ao velho e bom hábito de se sentarem todos à mesma mesa para as refeições.

Uma simples fitinha de cetim, uma argola de madeira (usada para cortinas), uma folhinha de salsinha, manjericão ou hortelã servem para decorar um guardanapo, mesmo que seja de papel.

Um pequeno recipiente com flores pode ser colocado acima de cada prato, decorando a mesa. A desculpa de que não temos tempo não é aceita. Tempo nós arrumamos: basta querer!

Experimente, crie e, tenho certeza, tudo valerá a pena. Beleza, carinho e demonstração de amor, agradam a todas as pessoas, inclusive a você, leitor(a) amigo(a).

____________________

Dona Glorinha, a minha formatura é no fim do ano e o traje exigido para o baile é o black tie. Segundo alguns manuais de etiqueta, a camisa tem que ser de punho duplo. Isso ainda é usado? (Fernando).

Resposta: Fernando, sinto dizer-lhe, mas é verdade. Sinto dizer-lhe porque é raro encontrar camisas de punho duplo atualmente, mas... é a camisa usada para um traje à rigor, como é o caso do smoking, já que o traje exigido é o black tie.

Se você pesquisou sobre o assunto, deve estar ciente que o sapato deve ser de verniz. São os detalhes que fazem a diferença, razão da importância da etiqueta, pois é ela que dita as normas para que você se apresente elegantemente.

Seguindo essas normas, você não vai errar, pelo contrário, estará muito seguro, pois estará corretamente trajado. Meus parabéns pela formatura.

Agradeço uma leitora que, mais que leitora, se tornou minha amiga! Refiro-me a Isabel Isotero, profissional do Pronto-socorro Municipal de Bauru, que recorta os artigos da minha coluna e os afixa no quadro de avisos para que, segundo ela mesma diz, as pessoas que não tiverem tido a oportunidade de lê-los possam tomar conhecimento dos assuntos que aqui tratamos. Esta atitude é um exemplo dos que, efetivamente, exercem a cidadania.

Glorinha Braga Ortolan * Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros “Educação e Requinte” e “Com Licença ... preceitos de civilidade e cidadania” www.educacaoerequinte.com.br