Pederneiras - No final da tarde de ontem, os auditores do Grupo Estadual de Fiscalização Rural, que trabalharam em Pederneiras, constataram uma situação que pode se configurar em uma irregularidade grave cometida pela Usina São José, pertencente ao Grupo Zillo Lorenzetti. O auditor fiscal João Batista Amâncio explica que, como as terras da Fazenda 60, em Pederneiras, são arrendadas pela Usina São José, é quase certo que se caracterize terceirização de mão-de-obra, o que é proibido por lei. Os lavradores são contratados pela empresa Jair Osvaldo Daré e Outro, que corta para a usina.
O grupo de auditores focou sua fiscalização ontem em duas das quatro turmas contratadas. O auditor fiscal Amâncio explica que, no final do dia, foi iniciada a avaliação dos contratos.
“A menos que os documentos contrariem, tudo indica que ali vamos considerar um terceirização irregular. Daí, nós vamos esquecer o Jair (Osvaldo Daré e Outro) e ir em cima da usina”, relata sobre possíveis medidas a serem tomadas.
Amâncio diz que há turmas contratadas pela Jair Osvaldo Daré e Outro que atuam em áreas de propriedade do Daré - fazenda Aguinha. Até quinta-feira, o Grupo Estadual de Fiscalização Rural vai estar recolhendo a documentação das empresas.
Em Pederneiras, o Condomínio Geraldo Martins e Outros, composto por 11 pessoas associadas, também foi fiscalizado e notificado sobre a frente de trabalho no sítio Curtume, às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP- 225).
Os auditores apontaram alguns problemas na condição do trabalho e de transporte em ônibus onde ferramentas e outros objetos viajam soltos junto com os trabalhadores, da cidade para a lavoura. A lotação de 43 lugares liberada pelo DER para o ônibus também chamou a atenção porque viajaram, ontem, 46 trabalhadores, o que não é permitido.