Tel Aviv - Uma corte militar de Israel determinou ontem a libertação de 21 dos 30 políticos do Hamas detidos após o seqüestro de um soldado israelense em Gaza. Dos 21, três são ministros do governo do grupo islâmico, e 18, parlamentares palestinos. Um advogado do grupo disse que a libertação será sob fiança.
Israel não revelou se há condições nem o motivo da decisão, mas afirmou que tem até amanhã para cumprir a medida e que, até lá, cabe recurso. “Os 21 estão por ser libertados, mas isso fica em espera por 48 horas. Então, a promotoria pode encontrar acusações”, explicou um porta-voz militar. Assim, a aceitação de uma apelação adiaria a libertação.
Forças israelenses prenderam 30 políticos do Hamas após o seqüestro de um soldado por milícias islâmicas em 25 de junho último.
O motivo alegado é “envolvimento com organização terrorista” - o braço armado do Hamas foi responsável por dezenas de ações terroristas contra civis israelenses nos últimos anos. Integrantes do grupo, porém, acusam Israel de tentar usar as prisões para barganhar a libertação do soldado.
Segundo Osama al Saadi, advogado dos políticos detidos, a libertação de 21 deles está condicionada ao pagamento de uma fiança coletiva equivalente a US$ 5.690. Isso cria a perspectiva de um futuro processo contra eles por parte de Israel.
Um assessor do premiê palestino, Ismail Haniyeh, do Hamas, disse que a medida de ontem é um “progresso significativo” para a libertação do israelense. “A decisão da corte é parte de acordo que inclui a libertação (do soldado). Nos próximos dias, será divulgado mais”, afirmou Ahmed Youssef.