Se existe uma instituição que evoluiu no decorrer dos tempos foi a Igreja Católica. Em tempos vindouros ela queimava pessoas que não compactuassem com sua filosofia. Há alguns anos, a Igreja estava para o Estado assim como seus dogmas estavam para a constituição. Entretanto, o que se nota, hoje, é uma transformação da antiga legislação religiosa. Ela não reina mais como um rei absolutista, apenas preside uma república como presidente.
A Igreja progrediu ao menos 50 anos nos últimos 5 séculos. Este fato se comprova pelas idéias que a mesma advoga. Princípios como: o preconceito ao matrimônio homossexual, a desconcordância ao uso de métodos contraceptivos, a sinonímia entre o prazer e o pecado etc.
Não são poucos os casais homossexuais que vêm tentando oficializar sua união civil. Contudo, têm sido refreados. A Igreja alega que o matrimônio é a cláusula que confere ao casal a possibilidade de procriar. Pensamento completamente medieval, visto que o verdadeiro papel da oficialização matrimonial é reafirmar o lado emocional, afetivo do casal, além de facilitar uma eventual partilha de bens. Porém, é preciso ressaltar que, há alguns séculos, o cidadão não podia nem mesmo assumir a sua opção sexual. À não ser que quisesse ser julgado pela “Santa Inquisição”. Como evoluiu, não?
Outra prova de bom senso é a desaprovação ao uso de métodos contraceptivos. Segundo a Igreja, as pessoas foram paridas para procriarem. Qualquer forma de relação carnal que não tanja esta idéia seria desaprovada, seria um pecado. Portanto, a lógica procede: somos animais em um grande cativeiro. Trata-se de conferir manutenção à política religiosa do século XV.
Desta forma e portando tal vestimenta reflexiva, seriam necessários vários papados a Juscelino Kubitschek (JK) para que a faculdade mental da Igreja alcance este século.
Tiago Vinicius Missaka - estudante - RG 43.530.332-6