08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Até que enfim!


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Puxa, felizmente uma carta de Lúcia H. B. Alves sobre os sons altos e abusivos em casas noturnas, shows, nos cinemas do shopping e no ginásio de eventos do Sesc Bauru (JC, 29/8/06). Espero que as pessoas se conscientizem do mal que isso pode causar à saúde e que os responsáveis tomem providências. O volume excessivo transforma o lazer em sofrimento.

Falando em saúde, vamos nos juntar ao coro dos que discordam da instalação de mais usinas de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo e nas proximidades de Bauru. Apropriada foi a manifestação de Sonia M. Joaquim sobre a política econômica equivocada do agronegócio e a conseqüente destruição da nossa biodiversidade e ecossistemas. Ela critica, entre outros fatores, a expansão desenfreada da cana-de-açúcar, as monoculturas e a agricultura de exportação incentivada pelo governo federal (JC, 9/6/06). Este jornal tem cumprido o seu papel denunciando as queimadas e seus males, além dos alertas sobre o desaparecimento do cerrado. Será que a baixa umidade do ar não convenceu as pessoas da necessidade de parar com os desmatamentos e as queimadas?

Embora grande parte da sociedade não tenha concordado também com outros desmandos do governo federal, como o aumento de salários ao funcionalismo federal - e criticado em cartas a esta Tribuna - os reajustes já foram votados e, para exemplificar, variam de 15% a 52% ao Judiciário, Tribunal de Contas da União e Ministério Público. Mediante pressão do Judiciário, tal fato foi viabilizado pelo Legislativo e Executivo, diante do nariz de palhaço da população. Esse círculo vicioso de auto-favorecimento desvirtua recursos que deveriam voltar-se às necessidades sociais.

Sob a tutela do capitalismo, assistiremos à continuidade da prática imoral da corrupção, dos favorecimentos e de um imenso esquema burocrático nos órgãos oficiais, burocracia que serve para justificar a “importância dos cargos”, a lentidão dos serviços, as verbas e salários - alguns bem gordos - e a contratação de pessoal. Continuaremos vendo também pobres e negros serem presos, com muita rapidez e facilidade. É preciso estar no poder ou roubar muito para ficar impune. Que dificuldade por poderosos na cadeia. E quando entram, logo saem!

Pérsio F. Marques - RG 11.446.385