Reminiscências do ataque à Escola Número 1 de Beslan (na república russa da Ossétia do Norte), em 2004, são o tecido a partir do qual o diretor Joe Halderman costura a narrativa do documentário “Beslan: Três Dias em Setembro”, que o GNT exibe hoje, às 21h.
Com base em depoimentos de pais, professores e parentes de alunos, o filme mostra como a descontração que deveria marcar a volta às aulas - celebrada em todo o país como o Dia do Conhecimento - foi aniquilada na manhã do dia 1 de setembro, no momento em que 32 terroristas (em sua maioria, tchetchenos) munidos de bombas, armas e granadas invadiram a escola e fizeram mais de 1,2 mil reféns.
Dois dias depois, o saldo era de mais de 300 mortos, entre eles muitas crianças. Em um dos trechos mais impressionantes, o pai de uma vítima de apenas seis anos lembra como os homens foram recrutados pelos terroristas para fazer barricadas nas portas e janelas do prédio. Qualquer facilitação de acesso policial significaria execução sumária. No fim das contas, os critérios expiraram e os tiros foram disparados a esmo. Ainda que recorra a clichês (colagem de fotos/trilha melancólica/voz embargada do narrador), o filme é um lembrete de uma ferida aberta: o indissolúvel conflito na região.