O Forte do Presépio foi a primeira construção de Belém (1616). Hoje faz parte do Núcleo Cultural Feliz Lusitânia, que recuperou nos últimos anos a Igreja de Santo Alexandre, o Museu de Arte Sacra, a Casa das Onze Janelas e o casario da primeira rua de Belém que agora abriga o Museu do Círio. Esses espaços provam a importância histórica e cultural de Belém.
O forte é testemunho da colonização portuguesa e da importância geográfica da Amazônica. Durante as visitas guiadas, o turista acompanha detalhes dos processos culturais, sociais e militares nos quais o forte e sua área de entorno estão localizados.
O circuito externo é denominado Sítio Histórico de Fundação da Cidade, onde estão expostos os vestígios arquitetônicos revelados em prospecções, como os canhões de diversos períodos da fortaleza.
O interno corresponde ao Museu do Encontro na sala Guaimiaba, homenagem ao índio tupinambá Cabelo-de-Velha. A exposição reúne objetos em cerâmica tapajônica e marajoara, além da cultura material recolhida no próprio sítio histórico: fragmentos de cerâmica e porcelana, balas, moedas, entre outros.
Em toda a área do museu, há portais onde estão afixadas informações sobre a história da colonização da Amazônia.
O Museu de Arte Sacra é composto pela Igreja de Santo Alexandre e pelo antigo Palácio Episcopal (originalmente Colégio de Santo Alexandre). Os dois edifícios foram construídos para compor um conjunto, no qual a igreja era o centro irradiador, exemplar da arquitetura jesuítica no Brasil.
A igreja começou a ser construída por volta de 1698 e foi inaugurada em 1719. É composta por nave única, trasepto e oito capelas laterais. A sacristia localiza-se no braço esquerdo da nave.
A decoração é caracterizada pela arte barroca, com forte acento tropical, destacando-se as peças produzidas pelos jesuítas e pelos índios.
Além da função litúrgica, a igreja também funciona como espaço cênico-musical para espetáculos teatrais e recitais, além de ser objeto museal, fazendo parte do roteiro de visitação ao museu, onde estão expostas cerca de 320 peças e objetos litúrgicos datados dos séculos 18 e 19.