Viver em um país diferente, ter novas experiências, fazer estágio e ainda ganhar bolsa paga por uma faculdade estrangeira. Este certamente é o sonho de muitos estudantes brasileiros que alguns alunos da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru poderão realizar em breve. Dez alunos foram pré-selecionados e, senão todos, pelos menos alguns deles terão a chance de fazer estágio na Alemanha, fazendo intercâmbio que pode durar de 5 a 10 meses.
Eles receberão bolsa de estudo com valor entre 500 e 1.000 euros (de R$ 1,3 mil a R$ 2,7 mil). Nos últimos dois anos, 18 alunos já realizaram estágio nas universidades da Alemanha e Áustria que possuem convênio com a Unesp.
Para o professor coordenador do programa, Augusto Ronchi, a experiência em outro país significa o início de uma carreira de sucesso para os alunos.
“A Alemanha, por exemplo, tem boas oportunidades nos setores automobilísticos e aeroespaciais. Os alunos brasileiros são bastante elogiados pelo desempenho e simpatia”, argumenta. “Temos bons exemplos de alunos que fizeram o estágio e foram chamados novamente para continuar o trabalho fora do Brasil. É uma ótima oportunidade”, evidencia.
Para os alunos, o estudo fora do Brasil significa experiência e mais conhecimento. O aluno da Unesp Bruno José Domingues tem expectativa de estudar na Alemanha. “Quero melhorar o meu inglês, aprender uma nova cultura e aprimorar meus conhecimentos”, diz.
A aluna Débora Noemi Inouye tem boas lembranças do tempo que passou nos Estados Unidos para estudar. Ela é aluna do curso de sistemas da informação na Unesp e trancou matrícula para ficar seis meses no Exterior. “Fiz um curso que não tem no Brasil, de tecnologia da educação. Achei que a experiência contribuiu muito para meu aprendizado”, ressalta.
O professor alemão Karl-Heinz Reichmann está no Brasil para ministrar um curso e tem a incumbência de decidir quais alunos pré-selecionados irão estudar fora do Brasil. “Escolhi o Brasil porque o País foi indicado por um colega que já selecionou alunos da Unesp”, afirma o professor. No curso, ele ensina os alunos brasileiros a utilizar um software de computador que filtra a poluição de substâncias de indústrias, antes que sejam liberadas no ar.