A AHB poderá reinstalar o serviço de verificação de óbito, que estaria desativado há mais de dez anos. A possibilidade depende de entendimento entre a instituição e a Secretaria Municipal de Saúde, responsável pelo atual SVO. Segundo a assessoria de imprensa da associação, as duas partes têm interesse na parceria, cuja viabilização está em estudo.
Caso o projeto saia do papel, o novo SVO será instalado no necrotério do Hospital de Base (HB), que passará por reforma e adequação de área. Ainda segundo o órgão de comunicação da AHB, quando o médico não tem certeza da causa da morte é comum contar com o SVO, mantido pela prefeitura. A assessoria ainda ressalta que a AHB e o SVO trabalham de forma satisfatória.
No entanto, pelo que a reportagem apurou, devem ser encaminhados ao Serviço de Verificação de Óbito apenas casos de morte sem assistência médica. A necropsia no corpo do bebê teria sido feita em caráter excepcional, por respeito à família. Já para o IML são remetidos apenas os casos de morte violenta, desde que haja requisição policial.
Mas em alguns casos excepcionais, o IML também realiza o exame “por gentileza”. “Não passa uma semana (sem o envio de um caso de morte natural). Isso é uma obrigação do local onde o paciente está internado”, diz o diretor do órgão, Ivan Segura.
Porém, segundo o conselheiro do Conselho Regional de Medicina (CRM), Carlos Alberto Monte Gobbo, se o município dispõe de um SVO municipal e o médico não teve tempo hábil para fechar o diagnóstico e apontar a causa da morte, é comum que os corpos sejam encaminhados ao SVO.