A família da bauruense Renata Azevedo dos Santos Madi, 25 anos, delegada da Polícia Federal (PF) do Pará, nega o envolvimento da jovem com o deputado estadual e coronel da reserva da Polícia Militar (PM) Ubiratan Guimarães (PTB-SP), morto no último sábado com um tiro no abdome, em seu apartamento nos Jardins, área nobre da Capital.
Segundo os familiares, Madi conheceu o coronel em um clube de tiro em São Paulo, há seis anos. Formada em direito pela Universidade Mackenzie em 2004, ela treinava o esporte desde a faculdade, segundo informações de parentes. Madi nasceu em Bauru e mudou ainda criança para a Capital para morar com a mãe e os irmãos, depois da separação de seus pais. De acordo com a família, nos últimos tempos ela visitou Bauru poucas vezes. No final do ano passado, a delegada passou a cursar a academia da PF e há dois meses está atuando em Belém (PA).
Segundo informações divulgadas à imprensa, no dia do assassinato de Ubiratan, comandante da operação conhecida como massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em 1992, Madi ligou duas vezes para o celular do coronel.
“Na primeira, Carla informou que ele estava dormindo; na segunda, que eles estavam brigando”, disse Madi ao delegado da PF Uálame Machado. Ao saber da morte do amigo, a própria delegada procurou a polícia para auxiliar as investigações. Em seu depoimento, disse que as duas ligações foram atendidas pela advogada Carla Cepollina, uma das principais suspeitas investigadas pela polícia. Ela foi a última pessoa vista com Ubiratan, mas nega participação na morte.
Na primeira conversa de Cepollina com os policiais, ela disse ter discutido com o coronel no dia em que ele foi assassinado. Segundo a polícia, o motivo foi o fato de Madi ter telefonado para ele. Também foram pedidos ainda os dados telefônicos da mãe de Cepollina, a também advogada Liliana Prinzivalli, de um assessor do deputado e de um dos três filhos de Ubiratan.