10 de julho de 2026
Nacional

Tucanos esperam recuperação e aliados de Lula pedem cautela

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Os integrantes do comitê de campanha do presidenciável tucano Geraldo Alckmin esperam que o quadro eleitoral mude nos 15 dias que antecedem a eleição, após o resultado das últimas pesquisas indicarem a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda no primeiro turno. Já na campanha do presidente Lula, o temor é que os números positivos possam desmobilizar a militância e criar um clima de “já ganhou”.

A pesquisa CNI/Ibope de ontem indicou que o presidente passou de 48% das intenções de voto, no último levantamento, na semana passada, para 50% na pesquisa divulgada ontem. A sondagem revelou que nove pontos percentuais garantem a vitória do presidente em 1 de outubro. Para o senador José Jorge (PFL-PE), vice na chapa de Alckmin, os números mostram que Lula “está no limite” para ganhar no primeiro turno. “Se ele perder 5 pontos, nas próximas semanas, considerando os votos válidos, o Alckmin irá para o segundo turno”, disse ele.

O comitê de campanha de Alckmin conta que existam diferenças entre os números das pesquisas e o resultado das urnas porque o presidente Lula tem muitos votos no Nordeste, região onde os eleitores tradicionalmente “erram mais na hora da votar”, diz o senador por Pernambuco. “No Nordeste, onde o Lula tem a maioria, o aproveitamento do voto é menor, porque as pessoas erram mais”, afirma. E nos demais Estados, diz, já existe indicativos de segundo turno.

Preconceito

O presidente do PSB, Roberto Amaral, que integra a coordenação política da campanha de Lula, disse que os números são animadores mas pregou a cautela. “São apenas indicativos. Temos mais duas semanas de campanha. A pesquisa deve estimular a militância, que têm de saber que não é uma garantia de que Lula vai vencer as eleições”. Sobre a expectativa dos adversários de que Lula perca votos no Nordeste pela suposta dificuldade de eleitorado, Amaral respondeu que se trata de preconceito: “A oposição acha que só a elite sabe votar”.