10 de julho de 2026
Nacional

São Paulo tem trânsito acima da média no Dia Mundial Sem Carro

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Pelo menos o prefeito Gilberto Kassab (PFL) aderiu ao Dia Mundial Sem Carro. Isso porque, a julgar pelos 94 quilômetros de congestionamento na cidade, às 9 h de ontem - acima dos 90 km da média das sextas-feiras de 2005 - o dia definitivamente não pegou.

"Esse é o segundo ano e, no início, será mesmo devagar. As pessoas nem têm consciência de que existe esse movimento, isso é compreensível", disse Kassab, um dos poucos que deixaram o carro na garagem.

O prefeito pegou dois ônibus. O primeiro o levou até o Parque do Ibirapuera para a reabertura do Planetário. O segundo, bem mais cheio, o levou à sede da Prefeitura, no centro. "Quando os formadores de opinião e os meios de comunicação divulgarem mais, vai dar certo."

Enquanto isso não acontece, o que não faltou no Dia Sem Carro foram automóveis nas ruas. Segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), que mede os índices de poluição na Capital, das 11 regiões avaliadas ontem, nove tiveram a qualidade do ar classificadas como "regular" e duas como "boa" - índices piores dos que o de quinta-feira. Se ajuda, vale dizer que, em Curitiba, a medição parcial da qualidade do ar, feita de manhã, mostrou uma redução de 50% no índice de nitrogênio.

Os secretários Frederico Bussinger e Eduardo Jorge, das secretarias dos Transportes e do Verde e do Meio Ambiente, respectivamente, seguiram os passos do prefeito. "Pode até ser um dia só, mas é importante", disse Bussinger.

Ele andou 40 minutos a pé até a casa do prefeito, no Alto de Pinheiros, onde os dois pegaram, com assessores e jornalistas, um ônibus da linha 477U - Heliópolis/Shopping Iguatemi. Quando o ônibus parou no ponto do Parque do Ibirapuera, lá estava, de capacete e montado em uma bicicleta, Eduardo Jorge.

Ele pedalou 15 minutos de sua casa até o ponto onde o prefeito desceu do ônibus. Além dele, às 9h um grupo de 20 ciclistas se preparava para iniciar uma "bicicletada" pela Avenida Paulista - a ação marcaria o início do Dia Sem Carro.

Mais uma vez as adesões foram abaixo do esperado. "A idéia é conscientizar as pessoas que uma cidade mais humana ainda é possível. O carro não é tudo na vida", disse o ciclista e técnico em informática William Cruz, 33 anos. Ao final do percurso, os ciclistas foram até a Prefeitura onde apresentaram o projeto do Dia sem Carro 2007, que prevê a restrição na circulação de 50% dos carros.

No fim do dia, o evento deu frutos e, às 18h30, registrou-se 128 km de congestionamento na cidade, quando a média para o horário de sexta-feira é de 159.