Cabo Eleitoral (Paradoxo)
Cabo eleitoral, consulte um antes de decidir seu voto.
O cabo eleitoral geralmente é aquele líder comunitário, um comerciante, um vereador, um militante partidário, enfim, são cidadãos que estão sempre próximos da comunidade, conhecem os problemas e dificuldades dos bairros e estão sempre “antenados” com os acontecimentos políticos da cidade e da região.
Esta lendária figura é, sem dúvida, uma das mais importantes do processo eleitoral, pois tem a função de conscientizar o eleitor da importância do voto (mesmo que seja para o seu candidato).
Os seguidos escândalos e denúncias de corrupção envolvendo vários políticos brasileiros deixaram os eleitores sem motivação para votar e as eleições de 2006 seriam um fiasco se não fosse o trabalho dos cabos eleitorais de todo país.
Em Bauru, os cabos eleitorais às vezes são hostilizados por fazerem trabalhos para candidatos de outras cidades.
Mas é um equívoco achar que candidato de fora é candidato ruim, pois se assim fosse, os candidatos de Bauru não teriam votos em outras cidades da região.
Mas a maior prova que candidatos de outras cidades podem ajudar Bauru está nos “santinhos”, na famosa “dobradinha” (deputado estadual com deputado federal). É só o eleitor prestar a atenção.
Tem candidato de Bauru com candidato de São Paulo, Osasco e assim por diante. Todos juntos por Bauru, pois como diz o ditado, “uma só andorinha não faz verão” e uma ajudinha de fora não faz mal a ninguém.
Nesta semana pense nisso e vote.
Ademir Miedes - RG 23.786.614-6
Viajando pela Europa
Na Itália e na França várias pessoas perguntavam depois, é claro, de falarem de Kaká, Cafu, Ronaldô, Juniô, e outros, como o Brasil não está desenvolvido como merece pelo seu tamanho, simpatia do povo, dias de sol e outras coisas positivas. Foi difícil explicar, colocando a culpa na nossa imensa imaturidade/juventude, dificuldades de administrar um país-continente, salto qualitativo que teremos que dar para vencer a forma como fomos erroneamente colonizados e a típica distorção de encararmos a falta de formação profissional, a ausência de competência e excesso de indolência.
Nunca será fácil fazer esse tremendo elefante levantar vôo e ainda tentar chegar na frente de muito gavião, águia, condor e outros bichos mais leves, preparados e unidos que nós. Não temos escolhas. Enquanto a Europa se preocupa com o seu desenvolvimento tecnológico e social, tendo um salário-mínimo de quase 3.600 reais, nós nos preocupamos com MST, corrupção, cotas nas escolas, bolsa-isso, bolsa-aquilo etc. Faz parte!
Francisco Medeiros
Vou cobrar-lhes!
Eu quis tanto votar novamente no José Serra para presidente da República!
Não dá, terei o consolo de fazê-lo governador do Estado de São Paulo. Para presidente, estou como o Caetano Veloso, fico tentando ouvir alguma coisa decisiva do candidato Geraldo Alckmin, mas não sai o fundamental, então votarei no Luciano Bivar. Adoro um país célere na vanguarda! Para deputado estadual vou na lógica, voto em Pedro Tobias. Para federal, depois lhe conto, ainda estou na dúvida entre os muitos muito bons. Para senador, vou de Afif. Esses que se preparem, vou ajudá-los o quanto quiserem depois das eleições, eleitos ou derrotados desta vez. E vou cobrar-lhes postura pública onde estiverem, estejam fazendo o que estiverem.
Nilson Avante
Água no frango
Sobre a matéria “Análise de frango deve mudar em um mês”, publicada no JC, para nós, veterinários, a notícia é muito interessante. Esta notícia vem ajudar somente a população a qual os grandes frigoríficos exploram, desde o consumidor final. Como o produtor, somente eles levam lucro.
Eduardo Belei - Santa Cruz do Rio Pardo
Polêmica – corredores comerciais
Durante anos é debatida pelos vereadores do nosso município a implantação de corredores comerciais em bairros que antes tinham a configuração como residenciais. Bairros com características de moradia, onde procuramos paz, tranqüilidade, uma convivência mútua e harmônica com nossos vizinhos. Bairros em que podíamos chegar depois de uma longa jornada de trabalho e descansar. Bairros onde nossas crianças podiam brincar e nossos idosos podiam ter paz, onde podíamos namorar, sentar na praça, ouvir os passarinhos cantar sem nos preocupar, enfim, bairros onde pudéssemos “ficar tranqüilos”!
Esta é, ainda, a característica do Jardim Estoril, zona sul de nosso município, bairro este que insistentemente vem sendo atacado pela insensatez de alguns que visam simplesmente sua ganância em montar estabelecimentos sem respeitar aqueles que ali moram.
Li nesta mesma Tribuna carta enviada por um morador, preocupado com a transformação de sua quadra em corredor comercial à rua Antônio Prudente, a qual se transformou em motivo de polêmica, pela possibilidade de ali ser implantada uma clínica com a finalidade, supostamente, de tratar pessoas obesas, clínica esta que, se não me falha a memória, seria transferida de outro local.
Em conversa com um morador desta rua, soube ser uma emenda proposta por um vereador com a alegação de gerar empregos, e que não iria atrapalhar ou mudar o ritmo de vida daqueles que ali moram.
Ora, sr. nobre vereador, gerar emprego! Será que se esta clínica fosse montada em outro local o resultado não seria o mesmo! Não geraria os mesmos empregos!
Não vai atrapalhar quem ali mora! Aumentando o fluxo de veículos e causando um desconforto àqueles que ali moram! Todos os vizinhos já demonstram seu descontentamento, haja vista um abaixo-assinado enviado a cada um dos vereadores, indo contra a esta emenda. Será que vocês irão votar a favor de alguns em prejuízo a muitos, prevalecendo a insensatez em benefício a alguns que poderiam montar esta “suposta” clínica em outro lugar! Há outras ruas e avenidas próximas já definidas com caráter comercial que poderiam ser utilizadas.
Cito-as: av. Nossa Senhora de Fátima, av. Comendador José da Silva Martha, rua Azarias Leite, rua Gustavo Maciel, av. Getúlio Vargas, rua Capitão Gomes Duarte, e muitas outras. Por que mais uma? Por que adentrar um bairro e dar início a uma suposta invasão futura, na qual outro qualquer também se sentirá no direito de ali estabelecer seu ponto comercial ou outro qualquer?
Há pessoas lutando para reverter tal situação, pessoas cultas, educadas, inteligentes o suficiente para enxergar outro lado da história, sem prevalecer a insensatez e ganância de alguns em prejuízo a muitos. Parabéns a vocês, Marcelo Ferreira e Cláudio, com a hombridade, caráter e inteligência que Deus lhes deu, lutem não só por seus ideais, mas pelos de vários, Deus os iluminará, como agora, mostrando o caminho certo a seguir.
Aos meus 74 anos, morador deste bairro, vejo que ainda temos pessoas que podem lutar por nossos ideais sem prevalecer outros adjetivos aos quais me omito a explanar. É sabido que você, Marcelo, sempre lutou por nosso bairro, com palavras brandas, porém, sensatas, detém em seu ser várias qualidades as quais muitos deveriam aprender, dentre elas a humilde, em poder ouvir, pensar e depois agir. Parabéns a vocês, que Deus sempre os ilumine.
Eduardo G. Santos - RG 44.361.247-1
Parlamentarismo
O mundo era simples, todos se entendiam. Veio o progresso, a máquina, a instrumentalização, o vôo de Santos Dumont, a viagem à lua, aos planetas, a produção em série, e a vergonha desapareceu.
O homem que era sincero, leal, companheiro, cooperativo, desapareceu. Criaram-se as leis, as corporações, os dirigentes e os dirigidos, sempre visando a um interesse próprio sob slogan de que era para a coletividade.
Instituíram-se formas de governos imperialistas, socialistas, monarquistas, enfim, uma gama incalculável de desmandos e formas para iludir o povo. O Brasil, que foi súdito, obteve independência. Teve rei, teve ditador, presidente e ministro de estado.
Todas as formas fracassaram para nós. O que aí está não serve para qualquer povo civilizado e que tenha um mínimo de decência. É preciso mudar. E só o povo pode mudar as diretrizes de um país. Os governos e políticos procuram, cada vez mais, acomodarem-se em suas reclináveis poltronas para ver a caravana passar.
É preciso mudar. Talvez se experimentássemos o parlamentarismo distrital misto, com algumas alterações em nossa constituição, pudéssemos chegar a bom termo. Por exemplo, admitir a candidatura individual com um mínimo de assinaturas; a nomeação de ministro do Supremo Tribunal ser feita por eleição entre membros dos Tribunais Regionais, com votos dos seus Presidentes e dos Presidentes das Seccionais da OAB; sindicatos como associações livres (ONGs) desvinculadas do Ministério do Trabalho; substituição de políticos renunciantes, destituídos ou cassados, por candidatos mais votados independentemente da sigla partidária, e não por suplentes dos partidos; prefeituras administradas por administradores de empresas, embora com prefeitos eleitos para representar a coletividade (princípio parlamentarista); os cidadãos terem os mesmos direitos dos indígenas que são uma minoria com privilégios; estados com número de senadores proporcionais ao número de habitantes com um mínimo de eleitores para indicação de um senador; enfim, vários detalhes poderiam ser articulados visando o benefício do estado e da população, nunca, evidentemente, protegendo a classe política, como sóe acontecer no momento, mas prestigiando os patriotas que desejam o bem desta nação.
São idéias a serem pensadas e discutidas, entre outras que os leitores mais experientes poderão aduzir, mas, lembrando sempre da necessidade de se mudar; e esta mudança só o povo pode fazer, não esperem que os políticos as façam.Tancredo Neves já dizia: “A lei deve ser a organização social da liberdade”; por que não caminharmos com este pensamento? Em tempo idos, a França já esteve pior, e iniciou a mudança com a queda da Bastilha. Vamos repensar juntos e exigir juntos para que tenhamos melhores dias, ao contrário, iremos de mal a pior.
Itamir Crivelli
“Eleição é julgamento”
De modo surpreendente, teatral, mas induvidoso, Roberto Jefferson convocou a opinião pública para uma necessária caçada aos corruptos. Foi aplaudido de pé pela a nação inteira. Teria sido a grande oportunidade de a oposição chamar Luiz Inácio Lula da Silva às falas; ela, porém, preferiu aguardar novos acontecimentos... Vieram. Comprovou-se o Mensalão. Os homens-chave do Lulapetismo se esborracharam na lama. Ou seja, o cavalo do impeachment estava passando arreado: a oposição fingiu não vê-lo.
O procurador-geral da República indiciou quarenta clientes do Valerioduto, políticos influentes ligados umbilicalmente ao presidente Lula. Era o cavalo do impeachment que voltava ajaezado, robustecido, mais convidativo. A oposição tremeu montá-lo. Ou dormiu convenientemente no ponto, novamente... Entrementes, Lula, sagaz, notando que seu mandato periclitava, meteu a viola no saco. Encolheu no fofo aconchego do Palácio da Alvorada...
Mas, quando percebeu que seus adversários não iam além das bravatas e do palavrório, botou na mídia uma história inverossímil: não tinha visto coisa alguma, não escutara nenhuma sílaba do escandaloso assunto, não tivera conhecimento do urdido esquema que havia derrubado, um a um, todos os seus amigos e históricos companheiros e criadores...
E, como nada lhe fora diretamente imputado, decidiu pleitear a reeleição (ofensa jurídica a nossa tradição política).
Será que o povo brasileiro quer mesmo conceder mais outros quatro anos ao Lula? Pesquisa não é voto. Por que o faria?... Seria premiar quem mereceu a ser caçado. Quem se proclamou devoto de Fidel, de Chavez, de Morales, quem aceitou que a Bolívia, naquele episódio do gás, desrespeitasse a soberania do Brasil. Quem procura engambelar, com a bolsa família, homens e mulheres, os nossos irmãos mais humildes que sonham com um trabalho digno e regular (sonho viável num país continental, onde há muita coisa a ser realizada, principalmente a reforma moral dos nossos representantes políticos).
Quem não se mostrou capaz de levar ao sucesso nenhum de seus apregoados projetos sociais. Quem onerou os minguados proventos dos inativos com um imposto ilícito, e é dona da caneta que excluiu do contracheque dos aposentados a justa reparação salarial de 16,67% (ortogada pelo Congresso Nacional). Quem, com omissões gritantes estimula a violência, tanto do MST e do MLT, como a dos bandidos que o PCC congrega!... O lúcido ministro Marco Aurélio, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, declarou recentemente que eleição é ato de poder, e julgamento. No dia 1 de outubro, cada eleitor vai ser chefe, patrão e juiz.
Então, pratiquemos o que ele aconselhou. Sejamos os donos da vinha. Votemos contra a prorrogação do (dês) governo Lula. Não reconduzamos às cadeiras do senador e da câmara dos deputados nenhum daqueles parlamentares cujos nomes apareceram no noticiário das bandalheiras. Sejamos juízes rigorosos. Elejamos gente que presta. Transformemos nosso voto em clava positiva que escorrace da atividade política os vendilhões (mensaleiros, sanguessugas, vampiros e sevandijas).
Convertamos nosso voto em protestos eficaz contra essa patifaria onimoda, ocorrida na administração de um presidente que possui olhos vedados e ouvidos moucos...
“Se todos quisermos”, dizia-nos, há quase duzentos e dez anos Tiradentes, aquele herói enlouquecido de esperança, “podemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la, mudando o presidente”.
Joaquim Costa - Joaquinzinho
Utopia
O pequeno furto não é crime tão grave que mereça pena de morte, e não há no mundo nenhum castigo que faça as pessoas pararem de roubar quando esta é a única forma de que dispõem de conseguir alimento. (More. Thomas, 1516)
A palavra utopia foi cunhada por More, ao fundir o advérbio grego ou – não – ao substantivo topos – “lugar”- ou seja “lugar nenhum”.
Onde queremos chegar? Digo, enquanto civilização. A capacidade de consumo que cada indivíduo possui ou alcança durante sua parca existência neste mundo é um fator de classificação e também de exclusão social.
A diminuição do números de empregos formais gerou uma nova categoria de trabalho: o “bico” (trabalho temporário). O “bico” era uma maneira de subsistir dentro de um contexto transitório. Entre um emprego formal e outro, fazia-se “bicos” como forma de obter uma renda mínima para o sustento pessoal e, muitas vezes, de dependentes. Acontece que com as mudanças estruturais no mercado de trabalho, o que era para ser transitório, temporário, tornou-se a única possibilidade de trabalho, única fonte de renda para uma grande parcela da população brasileira.
Vivemos um novo tipo de escravidão. Cidadão é aquele que consome. Quem não tem emprego, não tem capacidade de consumir, é criminalizado. E toda estratégia de sobrevivência da pobreza é tachada como uma afronta a ordem social - camelô, flanelinha...
O sofrimento é algo que dói, que é capaz de se transformar em sintoma físico. A dor traz medo e angústia. A doença psicossomática é involuntária e torna-se um acontecimento que interrompe a nossa rotina. E esta é a nossa vida: cada dia é um novo dia.
Distúrbios mentais e distúrbios neurológicos contribuem com 11% para a carga mundial de doenças (depressão grave, esquizofrenia, psicose maníaco-depressiva, distúrbios obsessivos-compulsivos e alcoolismo). Na doença mental, a incapacidade social é parte constitutiva da enfermidade. A essência do homem está em ser relativamente “algo ou alguém”.
Não consumo! Mas penso! E não desisto; insisto, pois sei que existo!
José Reginaldo Furtado - professor RG 14.808.646
Minha última carta
Com a publicação desta carta que vai ser a última, completo 258 matérias publicadas ao longo de 36 anos. Algumas poucas no extinto Diário de Bauru e o restante aqui no JC. Por que vou parar? Porque antigamente quando comecei uma publicação em jornal, era coisa respeitada. Se você reclamasse de algo, pouco tempo depois estava solucionado o problema.
Hoje não; estão pouco se lixando. Venho brigando há muito para que o Esporte Clube Noroeste, uma das minhas grandes paixões e no qual injetei dinheiro nos bons tempos, é lógico que nem se compara ao que faz hoje a família Garcia encabeçada pelo fantástico Damião. jogue de vermelho. E pela última vez vou bater na tecla: dentro de Bauru o Noroeste tem que jogar de camisas vermelhas berrantes, calções brancos e meias vermelhas, fora disso é descaracterizá-lo, além de serem esteticamente bem feios os uniformes reservas do clube.
Agora, fora de casa é outra coisa, tem um regulamento a seguir e tem que ser respeitado. Freqüento o clube desde que suas dependências devoradas pelo fogo (estava lá nesse dia) eram na rua Quintino Bocaiúva, onde hoje se encontra o Sesi e outras empresas particulares. Depois de tantos anos deixei de ir ao campo por esse motivo. Estou também cansado de ser extorquido por familiares que depois da morte do meu saudoso pai, com quem trabalhei a vida inteira, com seu falecimento deitaram na cama que eu construí com muito trabalho e sacrifício.
Enfim, restam minhas três adoráveis filhas: Maria Helena, Maria Luiza e Adriana que quando casei com a mãe dela tinha um ano e é com certeza minha filha. E ai daquele que negar esse fato. Decepções com amigos; ver o Brasil na mão de ladrões (e serão sempre os mesmos), ver Deus virar comércio nas mãos de evangélicos.
O mundo não é nem sombra da grande família de amigos e gente honesta de 30 anos atrás. Enfim, cansei. As mazelas são muitas. Agradeço ao grande orgulho da cidade que é o JC e sinto-me também orgulhoso de ter dado minha colaboração a esse órgão que é hoje o maior orgulho de Bauru. É a vez dos mais novos, embora eu tenha muito pouca fé que eles tenham sucesso nesta luta. Mas deixo como conselho: nem que for para dar murro em ponta de faca, a luta tem que continuar. Não parem. Mais uma vez muitíssimo obrigado.
Vitor Rodrigues Ruiz - RG 11.225.892
Desperdício de água
Amigo Juncal, lendo a “Tribuna do Leitor” do dia 21/9/06 achei certa sua preocupação em relação ao tema acima citado. Eu também, como todo bauruense, tenho a mesma preocupação. Data venia, venho discordar, com seu posicionamento quanto ao reajuste da tarifa para inibir o desperdício do precioso líquido, visto que, como você citou, tem pessoas que dizem “eu pago e gasto o quanto eu quero”. Baseado no relato dessas pessoas, podemos concluir que não será o reajuste nas tarifas que as fará economizar.
Na verdade, todos nós, independente do poder aquisitivo, temos que nos conscientizar que o desperdício de água nos será prejudicial num futuro não muito distante.
Quanto à idade cronológica das pessoas, não podemos tomar como base para culpá-las, como desperdiçadores de água. Sou idoso, sim, mas nem por isso me enquadro como tal e tenho certeza que muitos idosos bauruenses também não se enquadram.
A respeito de sermos aposentados e conseqüentemente idosos, temos de estirpar de vez esse estereótipo de que aposentado não tem o que fazer do dia todo. Já que nós, aposentados, conseguimos o privilégio de trabalhar com registro em carteira e com isso termos a garantia e o direito à aposentadoria devemos nos valorizar pelo feito. Se no período que trabalhávamos não tínhamos tempo de fazer um trabalho voluntário, eis a oportunidade. Caso tal empreendimento não seja a sua praia, tudo bem, existem outras opções.
Integre-se em uma associação, entidade ou universidade que estão abrindo espaços para os idosos e com uma programação totalmente voltada para nós, onde podemos fazer ginástica, teatro, dança de salão e até voltar a cursar alguma matéria que gostaríamos de ter feito anteriormente. Eu estou freqüentando uma universidade da cidade, freqüentando as atividades voltadas à terceira idade e estou me sentindo muito bem e mandando a ociosidade às favas.
Concluindo, então economia não só de água como outros serviços oferecidos a nós tem que ser usados de maneira racional, pois vivemos em sociedade, e o que desperdiçamos aqui, faltará para o outro em algum bairro da cidade.
Devanil Botelho - RG 5.326.243
Vamos cobrar!
Realmente o poder público bauruense nada tem feito para combater a epidemia de leishmaniose, por mais que digam que fizeram. A gente não é bobo. Ficar esperando que as pessoas levem seus animais doentes ao centro de zoonozes, quando não podem, por falta de talvez um veículo disponível, ou largar os animais que vagam pelas ruas, ou mesmo mandar os agentes só na região central, não é ação falar de dengue só. Tudo - sem falar nos gastos com coleiras, em vez de kits para testes, limpeza da cidade, informação para a população e desinfecção dos locais com casos.
Há cerca de um mês, disseram nos meios de comunicação que haveria uma audiência pública sobre o assunto, depois de uma ameaça de processo. Outro dia, essa tal audiência aconteceu, sem prévio e oportuno aviso e só foi possível ler algo no jornal, que só mostrou o que já era esperado: aquela enrolação e nada de efetivo para um problema terrível, que está nos assolando há muito tempo e deveria estar resolvido se soubessem o que fazer.
Parece que estão lá só para ganhar seus belos salários e fazer de conta que trabalham. Veja-se o corte pela metade nas consultas, com a desculpa de que diminui as filas. A leishmaniose já tem um século de vida no Brasil e em Bauru, bem mais tempo e vítimas do que se divulga.
As pessoas a quem entreguei folhetos pessoalmente e com ajuda de um jornal de bairro, foram mais de 10.000 e gostaram de receber as informações e não jogaram fora. A periferia está em muito mais abandono que o centro e os bairros ditos nobres (?), mas a desatenção é geral.
Existe lei para fiscalizar terrenos e limpar, multando o proprietário. Existem doentes que precisaram chamar a polícia para serem atendidos devidamente, depois de passarem muito mal e serem diagnosticados com - pasme - gripe.
Quando há uma epidemia, as providências não podem esperar discussões inócuas e justificativas esfarrapadas, como a de falta de dinheiro, pois esse há para muitas coisas menos importantes do que a saúde, como para encher bolso de pet-shop ou alugar imóveis caros. Infelizmente, essa má administração está deixando a desejar demais. Impeachment neles.
Ana Lellis Krupellis