Belgrado - Na praça Kossuth, em frente ao Parlamento da Hungria, cerca de 20 mil pessoas se reuniram ontem pedindo a renúncia do primeiro-ministro, Ferenc Gyurcsany. Foi a maior manifestação desde o início da crise política, deflagrada pela divulgação de gravação na qual ele afirma que mentiu para vencer as eleições de abril.
Um dos principais porta-vozes do movimento, Laszlo Toekes, bispo da igreja protestante húngara, disse que Gyurcsany era mais criminoso do que os manifestantes que fizeram protestos na terça e na quarta-feira.
“Quem é realmente culpado?”, perguntou Toekes, cujos seguidores são principalmente nacionalistas de direita. “Quem põe fogo em um carro, ou quem destrói uma nação inteira? Nosso protesto não vai cessar até que o gabinete renuncie”, afirmou Tamas Molnar, um dos organizadores. “Queremos derrubar o atual governo comunista.”
Molnar acrescentou que eles estavam planejando uma campanha de resistência civil ”pacífica, amigável e criativa” para hoje, sem dar maiores detalhes.