O Dia Nacional de Combate à Sífilis foi lançado na última semana, durante o 6º Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis e o 2º Congresso Brasileiro de Aids. A data passará a ser comemorada anualmente, no terceiro sábado de outubro.
Neste ano, a data será comemorada no 21 de outubro e terá como tema “Caminhando para a eliminação da sífilis congênita’’. As informações são da Agência Brasil. O objetivo da iniciativa é diminuir o preconceito em relação às doenças sexualmente transmissíveis (DST) e mobilizar o poder público e a sociedade para ações que visem eliminar a sífilis congênita, que é passada da mãe para o bebê.
Estima-se hoje que existam cerca de 48 mil novos casos de sífilis congênita a cada ano no País, embora só sejam notificados 4.500 casos. “Temos gestantes que acabam tendo sífilis e não sabem, ou não são diagnosticadas, ou não são tratadas adequadamente no pré-natal e seus filhos nascem com sífilis congênita’’, afirma Valdir Pinto, responsável pela Unidade de Doenças Sexualmente Transmissíveis do Programa Nacional DST e Aids do Ministério da Saúde.
A sífilis congênita é provocada pela infecção do feto pelo Treponema pallidum, bactéria causadora da sífilis. A infecção do feto ocorre por meio da placenta de uma mulher grávida que esteja infectada pela doença. A doença tem cura, quando o tratamento é realizado de forma adequada.
O tratamento consiste no uso de penicilina, disponível na rede pública de saúde. Se a doença não for tratada adequadamente durante a gravidez, pode provocar a morte do bebê, ou deixar seqüelas, como má formação óssea, surdez e problemas neurológicos.
“A gestante deve fazer o exame pré-natal o mais cedo possível para que, se for diagnosticada a sífilis, tratar essa doença a tempo e ter um desfecho dessa gravidez com sucesso, sem que a criança nasça com a doença da mãe’’, alerta Valdir Pinto.