Riad - A embaixada da Arábia Saudita em Washington divulgou ontem um comunicado dizendo não ter evidências de que Ossama Bin Laden, líder da rede terrorista Al-Qaeda, está morto, como noticiado pelo jornal francês “L'Est Republicain”. “As informações sobre o assunto divulgadas são puramente especulativas e não podem ser verificadas independentemente”, diz a nota.
O “L'Est Republicain” afirmou que Bin Laden morreu de tifo em agosto, no Paquistão. A doença teria causado a paralisia parcial de seus membros inferiores e, por causa do seu isolamento, o líder terrorista não conseguiu se tratar.
A notícia teria sido transmitida pelo serviço secreto saudita à inteligência francesa, que avisou ao governo. O documento confidencial contendo essa comunicação vazou para a imprensa. O presidente da França, Jacques Chirac, e a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmaram que não havia confirmação da informação.
O ministro paquistanês do Interior, Aftab Sherpao, declarou não poder confirmá-la. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, perguntado se poderia esclarecer algo sobre o documento do serviço secreto francês, respondeu: “Não, não posso. Não estou sabendo de nada que indique que esse é o caso”.
De acordo com a revista “Time”, que também cita uma fonte saudita não-identificada, Bin Laden estaria muito doente. A morte de Bin Laden já foi anunciada diversas vezes, e sempre desmentida por gravações de vídeo e áudio do terrorista.