08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Educação no trânsito


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O trânsito é algo que, por sua própria natureza, pode-se dizer, é estressante. Ainda que em Bauru o índice de mortalidade tenha diminuído, como consta na matéria do JC de 18/8/2006, pág. 10, o trânsito de veículos e pedestres deixa muito a desejar. O motivo é simples: falta de educação. Se a colocação de mais radares conseguisse educar, eu concordaria com ela. Contudo, apesar de ajudar a fazer com que os veículos diminuam a velocidade, o que é bastante louvável, essa medida não representa uma educação mais ampla e, portanto, não é suficiente. Porque o problema da falta de educação e o desrespeito pelos outros é algo mais profundo e que atinge tanto os motoristas quanto os pedestres.

A começar da rua Batista, sobre a qual os pedestres caminham sem respeitar o semáforo a eles destinado, fazendo com que os carros aguardem, estando o sinal verde para eles. Até aquela imensidão de pessoas atravessarem a rua, o semáforo dos veículos muda para o vermelho, impedindo o trânsito normal dos carros. Os motoqueiros, por sua vez, atravessam, muitas vezes, desviando das pessoas. Falando neles, a péssima mania de sempre chegarem primeiro, faz com que eles sempre atravessem os cruzamentos quando ambos os semáforos estão vermelhos, como se os outros motoristas e os pedestres já tivessem obrigação de saber que eles, motoqueiros, têm direito, diferentemente de todos os outros, a atravessar no sinal fechado.

Outros pontos a serem levantados: a seta não é enfeite, ela é fundamental para quem se importa com o próximo, seja este transeunte ou veículo automotor; as conversões em pista dupla devem ser feitas abertas e não invadindo a outra pista. Para exemplificar: os ônibus que saem da avenida Nuno de Assis e andam uma quadra da Al. Amor Perfeito, no Pq. Vista Alegre, ao contornarem a esquina, entrando na Al. das Azaléas, invadem a pista contrária sem o menor escrúpulo. Quem está de moto, quase tem de subir na calçada para não ser atingido. É um horror, mas não são só os ônibus, os carros também invadem a pista contrária.

Mais uma questão que chama a atenção: a quilometragem permitida na av. Nações Unidas, na altura do Hospital Estadual. Ali, a velocidade máxima é de 60 Km/h, num local em que há um grande número de transeuntes, usuários do Hospital, que atravessam constantemente a avenida por causa de um ponto de ônibus que há do lado oposto. Muito bem, seria interessante diminuir a velocidade máxima permitida nesse local antes de acontecer um acidente com algum desses pacientes ou familiares destes, como houve na av. Engenheiro Edmundo Carrijo Coube com um estudante da Unesp, há alguns anos atrás. Só depois disso decidiram reformar a avenida.

Há inúmeros exemplos de má educação no trânsito, que aumentam ainda mais o estresse de quem dirige, de quem transita, mas eu gostaria de destacar, aqui, a falta de hábito das pessoas em respeitarem o próximo e, conseqüentemente, a si mesmas. Para educar, os radares ainda são necessários para forçar as pessoas a conduzirem seus veículos com menor velocidade e elas só agem assim ao serem punidas. Menos mal do que serem punidas com a própria vida, ou com a vida de outrem!

Maria Rosa A. Marques - RG 20.064.937