08 de julho de 2026
Internacional

Antraz que matou cinco nos EUA pode ser menos letal que o esperado

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Cinco anos após uma série de ataques com antraz que mataram cinco pessoas, o FBI (polícia federal americana) está convencido de que o pó letal enviado ao Senado americano era menos sofisticado do que o imaginado, segundo reportagem do jornal americano “Washington Post”. A descoberta - resultado de vários testes científicos em diversos laboratórios - pode derrubar a tese de que o ataque tenha sido realizado por um cientista do governo ou por alguém com acesso a um laboratório de biodefesa americano.

O que foi inicialmente descrito como “arma biológica de uso militar” pode ser, na verdade, uma arma menos letal, sem aditivos nem sinais de processamento especial que tornasse a bactéria do antrax mais perigosa, segundo autoridades americanas.

Além disso, o tipo de antraz utilizado nos ataques é mais comum do que acreditava-se inicialmente, de acordo com as autoridades. Por isso, depois de investigar cientistas ligados ao governo americano, o FBI agora se volta para suspeitos em diversos países do mundo.

Segundo os cientistas que estudaram o produto, não há nenhuma “característica específica” no pó utilizado que aponte que ele provenha de uma fonte doméstica. Autoridades hoje rejeitam a tese, largamente difundida na época dos ataques, de que o antraz utilizado havia sido especialmente tratado ou processado para que se espalhasse mais facilmente.

Também já foi descartada a tese de que ele tenha sido separado em partículas menores para se tornar capaz de penetrar mais profundamente nos pulmões. Tais processamentos sugeririam que os responsáveis pelos ataques teriam acesso a armas biológicas produzidas em laboratório pelos EUA nas décadas de 50 e 60.

Cinco anos após os ataques, o FBI continua otimista de que irá achar os responsáveis pelas mortes de cinco pessoas -duas delas em Washington- em uma série de ataques biológicos por correio. “Há confiança de que o caso será resolvido”, disse Joseph Persichini Jr, diretor-assistente responsável pelo escritório do FBI em Washington.