10 de julho de 2026
Bairros

PM apreende barra de ferro em dois dias de brigas entre escolas

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Os últimos dois dias passam a idéia do crescente acirramento da violência entre os jovens. Anteontem, alunos de uma escola pública e de uma escola particular do Jardim Estoril entraram em luta corporal no meio da rua.

O palco da briga foi a quadra 29 da rua Agenor Meira. Com a intervenção de funcionários dos dois colégios e de policiais militares, a confusão entre os jovens, de até 17 anos, foi contornada. A polícia não soube informar o motivo da luta.

No entanto, o desentendimento se estenderia por um dia. Segundo a Polícia Militar (PM), um novo “embate” entre os jovens teria sido marcado para o dia seguinte. Confiando na denúncia, os policiais reforçaram o efetivo em pontos estratégicos, no decorrer do percurso de 6 quadras entre as duas escolas, para evitar um novo confronto. A atitude parece ter surtido efeito, já que não houve nenhuma briga mas, ao que tudo indica, ela realmente aconteceria.

Por volta das 12h de ontem, policiais que reforçavam a segurança das quadras entre os dois colégios perceberam que um Kadett, placas BKJ 0108, acelerou ao ver a PM, tentando imprimir fuga. O carro foi abordado logo em seguida.

Durante a revista foram encontrados uma barra de ferro e um porrete de madeira. Segundo a polícia, os artefatos seriam usados no provável confronto entre os alunos dos colégios.

O motorista do veículo, Marcos Jesus de Oliveira, de 27 anos, e seu acompanhante, um menor de 17 anos foram conduzidos ao 3º Distrito Policial. Um boletim de ocorrência foi registrado e encaminhado ao Ministério Público, para posterior apuração.

Em matéria publicada pelo JC no último dia 19, dados da Delegacia da Infância e Juventude (Diju) apontaram aumento da violência entre jovens de 12 a 18 anos em Bauru. A cada 2,7 dias, um adolescente comete ato de violência com boletim de ocorrência registrado. As lesões corporais correspondem a 35,8% dos atos infracionais cometidos pelos jovens. O número é quase 27,5% maior do que os casos de porte, tráfico ou uso de entorpecentes.