07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Pasta de blocos

A prefeitura terá que fazer muito mais do que fechar três das quatro Regionais da Sear para justificar a manutenção da pasta ao longo desta gestão. O programa de fábrica de bloquetes pode até ser interessante, mas para isso o Executivo terá de dar funcionalidade e fôlego à ação. Senão, ficará muito difícil justificar uma estrutura de primeiro escalão só para instalar bloco de cimento em ruas de terra.

• Voto útil na rua

Na reta final da campanha, o candidato a deputado federal Dudu Ranieri (PFL) resolveu sair a campo para pedir o voto útil – para ele, é claro – ao eleitorado. Dudu lembra que Bauru precisa ter um deputado federal e para isso é necessário que o eleitor local concentre votos. Tidei de Lima (PV) também está insistindo na necessidade de o eleitor escolher um representante - ele, é claro -, ao invés de pulverizar a votação nas urnas.

• Denúncia eleitoral

A Justiça Eleitoral de Bauru investiga duas denúncias anônimas. Na primeira, professores de uma escola, que não se identificaram, acusaram um dirigente de coagi-los a participar de uma palestra, proferida por um candidato a deputado. Segundo o promotor Libório Nascimento, que pediu sigilo, o diretor já se manifestou e disse que não coagiu os professores, apenas os convidou para a palestra.

• Compra de votos

A outra denúncia, também anônima, é de compra de votos. Um candidato teria oferecido benefícios ao eleitor em troca de votos. A denúncia foi entregue, por escrito, na Promotoria. Ele afirmou que vai investigar o caso, mas fica difícil, já que a prova seria uma filmagem feita através de celular, e o eleitor não quer se comprometer a entregar o aparelho.

• Cautela eleitoral

O juiz eleitoral João Thomaz Parra disse ontem que a Justiça está agindo com cautela, sobretudo quando a denúncia é anônima. Segundo ele, é preciso tomar cuidado para não fazer o jogo de adversários políticos, por isso a Justiça está tratando com equilíbrio esses casos, sem deixar de apurar é claro.

• Cavalete proibido

O TRE determinou aos juízes eleitorais do Estado que não permitam mais a propaganda eleitoral através de cavaletes. Em São Paulo, houve abuso na utilização desse tipo de propaganda, e os desembargadores do Tribunal entenderam que se trata de propaganda fixa em local público, o que é proibido. A partir de hoje os cavaletes serão recolhidos pela Justiça Eleitoral.

• A cal de Plínio

O candidato do PSOL ao governo de São Paulo, Plínio de Arruda Sampaio, disse que o envolvimento de petistas com o escândalo do dossiê contra José Serra foi uma espécie de “pá de cal” nas pretensões dos eleitores que ainda pensavam em votar no PT. A afirmação foi feita domingo, durante visita do candidato ao comitê do PSOL em Bauru.

• Nariz de palhaço

A credibilidade dos políticos anda em baixa. Diante dos escândalos envolvendo políticos, o site www.narizdepalhaco.com.br está recomendando aos internautas que compareçam com um nariz de palhaço para votar no domingo. Segundo o site, um dos colaboradores questionou um dos juízes do TRE se era permitido o protesto. A resposta foi positiva, desde que seja um protesto silencioso.