08 de julho de 2026
Nacional

Número de doadores de órgãos cresce no Estado

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O número de transplantes e doadores de órgãos no Estado de São Paulo cresceu cerca de 15% entre janeiro e setembro de 2006, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Até setembro, a Central de Transplantes de São Paulo registrou 273 doadores, contra 238 no ano passado, o que representa aumento de 15%.

Em relação ao número de transplantes, o crescimento foi de 13% - de 4.145 para 4.673. Proporcionalmente, o número de transplantes de fígado foi o que mais aumentou, de 197 para 245, cerca de 24%.

O transplante de córnea também cresceu, de 3.393 para 3.849 (13%), assim como os de rim (de 397 para 440, 11%). Na contramão dos aumentos estão os transplantes de coração, que caíram bastantes, de 71 para 44.

Doadores efetivos

Apesar do aumento nos transplantes de São Paulo, o número de doadores efetivos vem caindo no País, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). É considerado doador efetivo quem doa pelo menos os rins após ter morte encefálica.

No limite

Em 2006, foram 532 doadores efetivos, número que corresponde a uma estimativa de 5,8 doadores a cada milhão de pessoas por ano. A taxa foi de 6,3 em 2005 e de 7,4 em 2004. “Essa diminuição é preocupante. Precisamos melhorar o processo, atendemos a apenas 20% da fila. Isso ocorre porque o sistema está no limite, precisa de investimento financeiro e humano nos hospitais”, afirma a presidente da associação, Maria Cristina Ribeiro de Castro.

A ABTO espera que as comissões intra-hospitalares, equipes fixas em grandes hospitais com o objetivo de viabilizar transplantes, ajude a elevar o número de doações.

A 8.º campanha de doação com o slogan “Vida é para doar e para receber - informe sua família”, também quer mobilizar a sociedade. A negativa familiar para doação permanece estável, em torno de 36% dos casos.