11 de julho de 2026
Nacional

Estatais fazem o superávit primário subir para R$ 13,2 bilhões em agosto

Folhapress
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Brasília - O setor público (União, Estados, municípios e estatais) conseguiu no mês passado economizar mais de R$ 13 bilhões para o pagamento de juros. O superávit primário (receitas menos despesas, excluindo os gastos com juros) foi de R$ 13,182 bilhões no mês passado. Em julho, tinha sido de 5,615 bilhões e, em agosto do ano passado, de R$ 10,186 bilhões.

O governo central registrou em agosto um superávit de R$ 7,228 bilhões. Os Estados e municípios registraram um resultado primário de R$ 833 milhões.

A surpresa no mês foi a contribuição dada pelas empresas estatais. O superávit das federais foi de R$ 2,765 bilhões, e das estaduais, de R$ 2,341 bilhões. De acordo com a nota divulgada pelo Banco Central (BC), esse último resultado foi conseqüência de uma capitalização feita por uma empresa de energia, via emissão primária de ações. Em julho, a Cesp fez uma emissão de ações de R$ 3,199 bilhões.

Déficit nominal

O superávit não foi suficiente para arcar com todos os gastos com juros no mês de agosto, que somaram R$ 15,569 bilhões. Com isso, o déficit nominal - receitas menos despesas, incluindo gastos com juros - foi de R$ 2,387 bilhões no mês passado. Ano No acumulado do ano, o superávit está em R$ 75,951 bilhões, o equivalente a 5,69% no Produto Interno Bruto (PIB) do País.

No mesmo período do ano passado a economia feita pelo governo estava em 6,32%. Já no acumulado dos 12 meses encerrados em agosto, o superávit passou de 4,35% em julho para 4,47% do PIB. O governo central colaborou com um superávit de R$ 75,951 bilhões.

Já os governos regionais tiveram um resultado positivo de R$ 14,067 bilhões e as estatais, de R$ 12,525 bilhões. No mesmo período, o pagamento de juros somou R$ 110,665 bilhões. Com isso, o déficit nominal acumulado está em R$ 34,713 bilhões, o equivalente a 2,6% do PIB.

A meta para este ano do setor público consolidado é de um superávit primário de 4,25%, ou cerca de R$ 88,7 bilhões. Desse total, o governo central será responsável por uma economia de 2,40%, aproximadamente R$ 50,1 bilhões. As empresas estatais terão que colaborar com o equivalente a 0,85% do Produto Interno Bruto, ou cerca de R$ 17,7 bilhões.

Já a economia dos Estados e municípios terá que ser de 1% do PIB, ou R$ 20,9 bilhões.