09 de julho de 2026
Bairros

Região do Higienópolis terá reservatório d’água

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Um reservatório elevado com capacidade para 400 mil litros de água resolverá o problema de moradores da região do Higienópolis, que ainda sofrem com as torneiras secas. O primeiro passo para a execução da obra, prevista para o próximo ano, foi dado ontem.

O Diário Oficial do Município (DOM) publicou decreto declarando de utilidade pública uma área de 968 metros quadrados, situada na quadra 2 da avenida Cruzeiro do Sul. O terreno, de propriedade da Empresa Reunidas Paulista de Transportes Ltda, sedia duas casas geminadas, atualmente desocupadas.

Os imóveis, que já serviram de teto para funcionários da transportadora, estão localizados em frente a uma garagem da empresa, onde funciona o setor de encomendas e cargas. A frota fica estacionada na rua Raposo Tavares.

O local no Higienópolis foi escolhido após um ano de buscas realizadas nas imediações pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE), que providenciará o processo de desapropriação.

Quando instalado, o reservatório beneficiará oito mil pessoas residentes em bairros como a Vila Cardia, Vila Santa Lúcia, além do alto Higienópolis. De acordo com a assessoria de imprensa do DAE, a região não conta com reservação pública de água, que é injetada diretamente na rede.

Escassez

Quando o sistema enfrenta qualquer problema, o abastecimento é suspenso. A situação é velha conhecida do aposentado Antonio Maldonado.

Para contornar a dificuldade, ele instalou um bomba com o intuito de abastecer duas caixas d’água. “Faltou água nesta semana, mas já foi muito pior. Já faz uns três meses que não usamos a bomba. A água aqui não tem força. Dizem que a bitola (da tubulação) é muito pequena”, comenta. Mas a partir da instalação do reservatório, é possível que algumas tubulações sejam trocadas.

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Surpresa

A Empresa Reunidas Paulista de Transportes Ltda soube da desapropriação da área ao ser contatada pela reportagem, ontem à tarde. “Vamos passar para a diretoria para decidir o que vai ser feito (com relação ao valor)”, comenta Roosevelt Lopes de Campos, responsável pelo departamento jurídico da transportadora.

No entanto, o processo de desapropriação é irreversível, informa a assessoria de imprensa do DAE. De acordo com o órgão de comunicação, o processo pode ser amigável ou não. No primeiro caso, ao concordar a empresa poderá, inclusive, oferecer contraproposta para o valor da área. O preço será levantado pela autarquia junto ao mercado.

Mas se a transportadora não concordar, o processo será levado à Justiça, que determinará o montante a ser pago pela desapropriação. Ainda segundo informações obtidas junto ao Departamento de Água e Esgoto, a declaração de utilidade pública da área não foi informada à Reunidas porque o objetivo é agilizar o trâmite, além da medida não ser obrigatória.

A assessoria ainda ressalta que o interesse público é predominante. “A empresa não tem interesse nenhum de criar obstáculos”, conclui Campos.