08 de julho de 2026
Nacional

Jorge Lorenzetti deixa diretoria do Besc e Veloso é exonerado do BB

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O farmacêutico Jorge Lorenzetti, acusado de participar da compra do dossiê contra o tucano José Serra, deixou a diretoria administrativa do Banco do Estado de Santa Catarina(Besc).

Afastado do cargo desde de 1 de agosto para participar da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lorenzetti apresentou seu pedido de desligamento da instituição na tarde de anteontem, que foi aceito ainda anteontem pelo conselho administrativo do banco.

Conhecido como o churrasqueiro preferido de Lula, Lorenzetti tinha sido indicado ao cargo pelo próprio presidente da República, segundo a assessoria de imprensa do Besc. O banco não informou os motivos alegados pelo diretor para deixar o cargo. Disse apenas que Lorenzetti agradeceu ao apoio recebido dos funcionários durante sua permanência na instituição. Ele assumiu a diretoria em março do ano passado. O Besc é controlado pela União com ativos de R$ 4,2 bilhões e passivos de R$ 4,2 bilhões.

Veloso

O Conselho de Administração do Banco do Brasil (BB) exonerou Expedito Afonso Veloso do cargo de diretor de Gestão de Riscos. Ele é acusado de envolvimento na venda de dossiê contra políticos do PSDB. A decisão de exonerá-lo foi tomada antes da conclusão do inquérito administrativo aberto pelo banco.

Por ter ocupado cargo de direção, Veloso ficará em quarentena e à disposição do banco para responder ao inquérito administrativo. Veloso havia pedido afastamento do cargo na semana passada, depois de ter sido citado no depoimento de Valdebran Padilha, preso em São Paulo com o dinheiro para a compra dos documentos. Ele estava de licença no banco para trabalhar na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.

Veloso foi citado também no depoimento de Jorge Lorenzetti, como sendo um dos responsáveis por verificar a autenticidade dos documentos e o interesse do PT neles.

No depoimento da semana passada, Lorenzetti disse que pediu a Veloso e Gedimar Passos que fossem a Cuiabá analisar os documentos.