09 de julho de 2026
Nacional

Freud nega envolvimento no dossiê

Folhapress
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São Paulo - O ex-assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Freud Godoy voltou a negar envolvimento na suposta compra do dossiê contra candidatos tucanos. Freud prestou depoimento na tarde de ontem na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo.

Ele deixou o prédio da PF por volta das 19h depois de prestar depoimento de 3 horas ao delegado federal de Cuiabá, Diógenes Curado, e ao procurador da República de Cuibá, Mário Lúcio Avelar.

O advogado de defesa de Freud, Augusto Arruda Botelho, afirmou que o ex-assessor de Lula não esteve em São Paulo ou no Mato Grosso na semana em que teria ocorrida a negociação do dossiê com os Vedoin, Luiz Antônio e Darci Vedoin, donos da Planam, empresa apontada como líder no esquema de compra superfaturada de ambulâncias por meio de emendas ao orçamento da União.

Segundo Botelho, Freud não esteve no hotel Ibis próximo ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde Valdebran Padilha e Gedimar Pereira Passos foram presos no último dia 15 com R$ 1,7 milhão que seriam usados na suposta compra do dossiê. “Ele (Freud) permaneceu o tempo inteiro em Brasília. Não há nada que o ligue à compra do dossiê e pelo depoimento prestado hoje acredito que a polícia deve estar convencida que ele não está envolvido”, disse.

O advogado afirmou que a ligação de Freud com Passos se restringiu a um serviço prestado pela empresa de segurança da mulher do ex-assessor. Segundo Botelho, o último contato que Freud teve com Passos foi no dia 29 de agosto, quando teriam se encontrado ocasionalmente na sede do PT em São Paulo. Em relação à prestação de serviços da empresa de sua mulher a Gedimar, esta teria sido feita em 19 de agosto no comitê de campanha eleitoral em Brasília. Naquela data, Freud teria falado com Passos por três vezes ao telefone. “Freud foi específico ao mostrar as datas e horários, inclusive de contatos telefônicos que teve com Gedimar (Passos)”, disse.

O advogado afirmou também que pediu reconsideração do despacho da Justiça do Mato Grosso que decidiu pela prisão de Freud e de outros envolvidos no escândalo do dossiê. A prisão foi decretada pela Justiça nesta semana, mas os envolvidos não foram presos por causa de proibição da Justiça Eleitoral, que só permite prisão em flagrante no período pré-eleitoral.