Ao contrário do que se propaga, o “passarinheiro” não aprisiona aves que estão em liberdade na natureza. O passarinheiro criador cadastrado no Ibama regularmente desempenha na sociedade o papel de preservador e não de predador.
O curió e o bicudo, bem como o canário da terra, o trinca ferro, o coleirinha, o azulão, entre outros, já não possuem seu habitat natural. O desmatamento desenfreado, herbicidas, inseticidas, usados em nome do progresso devastaram quase tudo, e esses habitantes da natureza foram adotados urbanamente por pessoas que após anos de experiência e muita dedicação, conseguiram compor um ambiente ideal para que essas aves se reproduzissem em cativeiro; se alguém tiver dúvidas dessa assertiva, gostaríamos que nos fosse apresentado um local de matas no Estado de São Paulo, onde um curió ou bicudo esteja vivendo e cantando livremente.
Lembrando que: os zoológicos comemoram com grande alegria o nascimento de animais ameaçados de extinção, como o mico leão dourado, entre tantas outras espécies. A realidade é que não respeitaram seu meio ambiente, os madeireiros e grande parte dos fazendeiros sem escrúpulos se encarregaram de ameaçar sua existência, cortando as árvores que formavam as nossas florestas. Assim também com os pássaros não foi diferente, foi-lhes tirado seu habitat e restou para sobreviverem, a dedicação dos passarinheiros que lutam com bravura para que essas espécies não sejam extintas. Há necessidade de se diferenciar, como se deve fazer em todas as questões, quem é o passarinheiro consciente, respeitando e apoiando sua missão preservacionista.
Ao contrário, o irresponsável que continua buscando nas matas, através da caça, as espécies que timidamente continuam voando nos últimos arbustos do que foram nossas belas florestas, deve ser exemplarmente punido pela lei; ressalta-se que é dever do povo denunciar para os órgãos competentes (Ibama e polícia ambiental) esses péssimos homens que se dizem cidadãos brasileiros.
Elias Evaristo de Lima - presidente da SORB