Umas das coisas mais comuns de se encontrar em boteco, além cachaça e coxinha de frango, é cliente pedindo fiado. A prática, que se tornou uma verdadeira instituição nacional, já levou muitos comerciantes à falência.
Martiniano Ribeiro, o Banzé, passou experiências desagradáveis nessa área. Ele foi obrigado a vender um bar que tinha no Centro, na rua Marcondes Salgado, devido à inadimplência de seus clientes. “O pessoal consumia e pedia pra pagar depois. Eu anotava tudo numa folha, não exigia garantia”, recorda.
Quando caiu em si, ele tinhas nas mãos um caderno com 200 folhas repletas de contas que nunca vieram a ser pagas. “As despesas do negócio ficaram muito pesadas e achei melhor me desfazer do ponto”, lamenta.
Hoje, com atividades comerciais restritas ao bar que mantém no Gasparini, Banzé evita vender fiado. “Só libero quando a pessoa é muito conhecida mesmo”, reforça. “Se bem que, com essa crise de hoje em dia, até pessoas honestas acabam sendo obrigadas a dar calote”, pondera, enquanto mostra um papel onde costuma anotar as contas já quitadas.