07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Pulverização

Aconteceu o que estava desenhado. O deputado Pedro Tobias (PSDB) bateu seu recorde de votação, mas Bauru elegeu apenas ele como representante legislativo. Rodrigo Agostinho (PMDB) foi bem votado, mas não o suficiente para se eleger. A pulverização de votos na cidade foi tamanha que nada menos do que 741 candidatos foram votados para deputado estadual e 666 para federal.

• Lamentação

O PSDB festeja Tobias, mas lamenta a oportunidade de ouro que perdeu para eleger um deputado federal. O próprio Tobias fez uma autocrítica neste sentido e lamentou que seu colega de partido Caio Coube tenha recusado a candidatura. Por sinal, Caio não apoiou a candidatura de Pedro como poderia, segundo confidenciam alguns tucanos da cúpula, nem pessoal nem materialmente. Há apostas de que Caio terá de deixar o ninho para ser candidato a prefeito.

• Se fortaleceu

Marcelo Borges, por sua vez, que concorre com Caio desde antes desta eleição pela indicação de candidato a prefeito do partido em 2008, foi figura de destaque ao assumir a coordenação da campanha de Pedro há 40 dias e dar novo rumo à busca de votos. De quebra, e sem muito esforço, arrumou mais de 4 mil votos para Arnaldo Madeira, ex-chefe da Casa Civil do governo, que agilizou bastante a liberação do Poupatempo de Bauru. Marcelo se fortaleceu nesta eleição.

• Bela carona

Quem pegou carona na numeração de candidatura de Tobias e se deu bem foi um candidato desconhecido na cidade chamado José Carlos Stangarlini (PSDB), que teve 2.631 votos em Bauru. Seu número: 4510. O de Tobias: 45100. Muita gente confundiu alhos com bugalhos, certamente. Sorte do Stangarlini.

• Cacifado

Rodrigo Agostinho (PMDB) também foi destaque no enorme rol de candidatos de Bauru. Teve 40.642 votos em todo o Estado (35.294 em Bauru) e cacifou-se como liderança importante. Ele estava uma pilha de nervos ontem na apuração, porque pretendia a vitória, mas quando esfriar a cabeça perceberá que aumentou muito seu patrimônio político e terá papel importante na eleição municipal de 2008. Leia análise na página 9.

• Bem votado

Outro que, pode-se dizer, saiu-se bem nas urnas, apesar de não eleito, foi Dudu Ranieri (PFL). Com seus mais de 22 mil votos na cidade - a maior votação que já obteve - o pefelista também será ator importante no teatro sucessório municipal. Dudu lutou contra os caciques estaduais de seu partido, que não deram bola para candidaturas como a sua no PFL, preferindo concentrar forças em poucos privilegiados da legenda.

• Mais 4 anos

Mais uma eleição e mais uma lição político-eleitoral para as forças partidárias e os eleitores de Bauru. A cidade terá mais quatro anos para repensar suas estratégias políticas para se fazer representar mais amplamente e como merece nas esferas estadual federal. Teremos no meio deste processo uma eleição municipal. Que se discuta com muito mais desprendimento do que neste ano.