O vereador Antônio Faria Neto (PDT) pode deixar de ser o líder do prefeito Tuga Angerami (sem partido) na Câmara Municipal. Segundo ele, uma reunião, ainda esta semana, deve definir o fim da parceria entre o prefeito e o parlamentar. A decisão de Faria foi motivada porque o prefeito teria afirmado que não precisava de liderança. “Se o prefeito realmente falou que não precisa de líder, eu não pedi para ser líder. Fui convidado e aceitei, mas vou me reunir com ele e se ele quiser que eu saia da liderança, tudo bem”, frisou.
No entanto, as rusgas entre o prefeito e sua bancada de sustentação no Legislativo tem se tornado cada vez mais freqüentes. O primeiro fato que estremeceu a relação Tuga-Faria foi a saída do prefeito do PDT, após a declaração de apoio a José Serra e Pedro Tobias, do PSDB, em detrimento às candidaturas de Faria Neto e Carlos Apolinário, ambos do PDT, a deputado estadual e governador, respectivamente.
Após esse episódio vieram a sucessão de críticas de vereadores da oposição à administração, sem que o vereador fizesse nenhuma defesa contundente, como era hábito antes do período eleitoral. Pelo contrário, Faria mal permanecia no plenário e as críticas ao prefeito e seus secretários eram cada vez mais comuns entre os vereadores aliados, o que demonstrava a total desarticulação entre o Executivo e sua base na Câmara.
O vereador também questionou a falta de apoio à sua candidatura de membros do partido que ocupam cargos na administração. Faria ficou visivelmente chateado com a falta de empenho, para ajudar na sua eleição, do chefe de Gabinete, Paulo Canalli, e do secretário de Finanças, Edmundo Albuquerque. “Se podia ter mais empenho ou menos empenho é a pessoa que trabalhou. Eles é que deviam saber se podiam ajudar mais”, declarou.