A proposta da organização de mutirões para dissipar a grande demanda na área de saúde está entre os projetos a serem apresentadas ao Ministério Público, na reunião de amanhã. A idéia foi aventada tanto pelo Hospital Estadual quanto pela Direção Regional de Saúde (DIR-10).
“As instituições devem fazer um estudo para acabar com a demanda de imediato”, comentou a diretora técnica da DIR-10, Shirley Alonso Mendes. Até porque a central de agendamento da Secretaria Municipal da Saúde tem capacidade de agendar quantas vagas o Hospital Estadual liberar, informa o titular da pasta, Mário Ramos.
De acordo com ele, a administração municipal está se esforçando para adequar a atenção básica e assim evitar que consultas desnecessárias sejam reivindicadas. Além de investir na reforma das unidades básicas de saúde, a prefeitura iniciou o processo de informatização da rede e aumentou de um para sete o total de equipes do Programa Saúde da Família.
“O mutirão deve ser uma das alternativas neste momento”, reitera Ramos. Concorda com ele a membro do Conselho Municipal de Saúde Rosemary Lopes de Moura. “Nem que tenha que convocar o Exército, as universidades. Senão, vira um círculo vicioso. Além de ir para o PSC, tem gente que migra (de cidade)”, comenta.
É o caso do usuário Matias Geraldo Muniz, que aguardava desde meados de 2005 uma consulta com um gastro. Sem retorno, levou o caso ao Ministério Público na semana passada e tenta resolver o problema numa das cidades da região.